Economia - Dólar·20 de fevereiro de 2026

DÓLAR: moeda fecha em queda com derrubada de tarifas pela Justiça dos EUA

Suprema Corte estadunidense declarou ilegais as tarifas globais do presidente Donald Trump; dólar acumulou baixa de 1,03% na semana

Por Henrique Fregonasse
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O dólar comercial encerrou o último pregão em baixa de 0,99% frente ao real, cotado a R$5,17, acumulando baixa de 1,03% na semana. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando leve baixa de 0,04%.

O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas globais impostas pelo presidente estadunidense Donald Trump e pelo movimento global de busca por ativos de maior risco após a decisão.

A Suprema Corte estadunidense anunciou, no fim da manhã desta sexta-feira (20), a decisão de declarar ilegais as tarifas globais impostas por Trump. O entendimento do tribunal foi o de que a imposição das tarifas comerciais extrapola as atribuições do Executivo e invade a competência do Legislativo, violando a chamada doutrina das “questões principais”.

À tarde, o presidente criticou a decisão da Justiça estadunidense e alegou que dispõe de mecanismos alternativos para impor tarifas. Trump anunciou, ainda, que pretende assinar uma ordem para estabelecer uma tarifa global de 10% e iniciar novas investigações comerciais.

Os mercados globais reagiram imediatamente à decisão da Corte. No Brasil, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) recuaram ao longo da curva. Segundo analistas do setor, as tarifas haviam sido apresentadas como uma possível fonte de arrecadação para reduzir o déficit fiscal dos EUA, e a eliminação da maior parte delas elimina essa potencial fonte, o que pode pressionar os juros no mercado estadunidense.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em baixa de 0,64%, cotado a R$ 6,09.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

CódigoBRLUSDEURGBPJPYCHFCADAUD
BRL10,19320,16400,143329,94110,14970,26430,2730
USD5,176010,84850,7414155,000,77501,36821,4120
EUR6,09571,178610,8738182,700,91351,61251,6639
GBP6,97691,34891,14441209,081,04541,84551,9043
JPY3,340000,6451410,547360,47830910,50000,882770,91095
CHF6,68001,29031,09450,9566200,0211,76501,8218
CAD3,78350,73080,62010,5419113,300,566511,0320
AUD3,66450,70840,60090,5251109,800,54900,96911

Os dados são da Investing.com

O dólar comercial encerrou o último pregão em baixa de 0,99% frente ao real, cotado a R$5,17, acumulando baixa de 1,03% na semana. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando leve baixa de 0,04%.

O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas globais impostas pelo presidente estadunidense Donald Trump e pelo movimento global de busca por ativos de maior risco após a decisão.

A Suprema Corte estadunidense anunciou, no fim da manhã desta sexta-feira (20), a decisão de declarar ilegais as tarifas globais impostas por Trump. O entendimento do tribunal foi o de que a imposição das tarifas comerciais extrapola as atribuições do Executivo e invade a competência do Legislativo, violando a chamada doutrina das “questões principais”.

À tarde, o presidente criticou a decisão da Justiça estadunidense e alegou que dispõe de mecanismos alternativos para impor tarifas. Trump anunciou, ainda, que pretende assinar uma ordem para estabelecer uma tarifa global de 10% e iniciar novas investigações comerciais.

Os mercados globais reagiram imediatamente à decisão da Corte. No Brasil, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) recuaram ao longo da curva. Segundo analistas do setor, as tarifas haviam sido apresentadas como uma possível fonte de arrecadação para reduzir o déficit fiscal dos EUA, e a eliminação da maior parte delas elimina essa potencial fonte, o que pode pressionar os juros no mercado estadunidense.

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em baixa de 0,64%, cotado a R$6,09.

Os dados são da Investing.com

Reportagem, Henrique Fregonasse.

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