Economia - Dólar·05 de novembro de 2026

Dólar fecha em alta de 0,62% após oscilações e repercussão de cenários econômicos

Mercado avalia manutenção da Selic em 13,75% e impactos das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos

Por Viviane BessaViviane Bessa é estudante de Jornalismo e repórter estagiária do Brasil 61, com atuação na apuração e produção de conteúdo jornalístico sobre temas de interesse público, incluindo política, economia, saúde e agronegócio.
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Foto: Maginific (Freepik)·Foto: Brasil 61

O dólar fechou o pregão desta quinta-feira (5) cotado a R$ 5,49, acumulando alta de 0,62% ante o real, apesar de ter apresentado oscilações ao longo do dia, enquanto investidores avaliavam os desdobramentos da política monetária brasileira e os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. De acordo com informações da Investing.com, às 10h50, a moeda americana recuava 0,39%, cotada a R$ 5,4297.

No cenário doméstico, o mercado repercutia a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual iniciado em março.

A decisão foi unânime entre os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom). Em comunicado, o Banco Central destacou o aumento das incertezas e os desafios para a condução da política monetária, além de reforçar que continuará acompanhando o cenário econômico para manter a restrição dos juros em nível adequado e assegurar a convergência da inflação à meta.

A instituição também deixou em aberto os próximos passos da política monetária. Na avaliação de analistas, a interrupção do ciclo de cortes é necessária para conter as pressões inflacionárias, mas não indica, neste momento, a necessidade de elevar ainda mais o grau de aperto monetário. A instituição projeta que a Selic permaneça em 13,75% ao ano até o fim de 2027.

No cenário internacional, a força dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos também influenciava o comportamento da moeda americana. Segundo analistas, a reação negativa inicial do dólar reflete principalmente a expressividade do mandato democrata, e não apenas a possibilidade de mudança no controle do Congresso.

Segundo o banco, maiorias democratas mais amplas podem restringir a agenda legislativa do governo americano e levar investidores a reconsiderar a percepção de excepcionalismo da economia dos Estados Unidos.

Apesar da pressão inicial sobre a moeda, analistasrecomendam cautela antes de projetar uma desvalorização prolongada. 

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,27 pontos.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,16.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

CódigoBRLUSDEURGBPJPYCHFCADAUD
BRL10,18180,16230,135428,68660,14840,25470,2627
USD5,502310,89100,7433157,830,81651,40111,4422
EUR6,16101,122310,8342177,130,91641,57231,6185
GBP7,38791,34541,19881212,341,09851,88481,9403
JPY3,486060,6336130,564560,47094310,51740,887780,91383
CHF6,73821,22471,09130,9103193,3111,71571,7665
CAD3,92670,71370,63600,5306112,660,582811,0295
AUD3,80570,69340,61780,5154109,440,56620,97151

Os dados são da Investing.com. 

O dólar encerrou esta quinta-feira, 5 de novembro, em alta de 0,62%, cotado a R$ 5,49. Durante o pregão, a moeda americana apresentou oscilações, enquanto investidores acompanharam os cenários econômicos do Brasil e dos Estados Unidos.

No Brasil, o destaque foi a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em treze vírgula setenta e cinco por cento ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos nos juros. O Copom destacou o aumento das incertezas econômicas e a necessidade de manter uma política monetária restritiva para controlar a inflação.

Já no cenário internacional, a força dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos também entrou no radar dos investidores. Segundo analistas, o resultado pode limitar a agenda legislativa do governo americano e pressionar o dólar no curto prazo.

Apesar disso, analistas recomendam cautela antes de projetar uma desvalorização prolongada da moeda e mantêm a expectativa de leve valorização nos próximos meses.

No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas estrangeiras, fechou aos 101,27 pontos.

Os dados são da Investing.com.      

Reportagem, Viviane Bessa.

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Sobre a repórter

Viviane Bessa

Viviane Bessa é estudante de Jornalismo e repórter estagiária do Brasil 61, com atuação na apuração e produção de conteúdo jornalístico sobre temas de interesse público, incluindo política, economia, saúde e agronegócio.