Economia - Dólar·14 de setembro de 2026

Dólar fecha em alta com aversão ao risco global

Moeda norte-americana encerra sessão cotada a R$ 5,14, enquanto investidores monitoram alta do petróleo e decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos

Por Sophia Maria Duarte MunizSophia Muniz é estudante de Comunicação Social – Jornalismo na Universidade Católica de Brasília (UCB) e repórter estagiária do Brasil 61. Também atuou como estagiária no Conselho Federal de Nutrição (CFN), na área de assessoria de imprensa, com experiência em comunicação institucional e produção de conteúdo jornalístico.
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Freepik·Foto: Brasil 61

O dólar encerrou a segunda-feira (14) em alta de 0,4%, cotado a R$ 5,14. A moeda norte-americana chegou a operar acima desse nível ao longo do pregão, mas perdeu força e terminou a sessão longe das máximas. O valor é o maior registrado pela divisa desde o dia 1º de setembro.

O movimento ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. A alta do petróleo, provocada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos riscos de interrupção no fornecimento da commodity, aumentou a preocupação dos investidores com a inflação global. O petróleo Brent chegou a se aproximar dos 110 dólares por barril durante a sessão.

Para analistas, a semana de decisões sobre juros tende a ser intensa, com diferentes fatores influenciando o comportamento da moeda. Além da pressão provocada pelo petróleo, o mercado também acompanha o movimento das taxas dos títulos de longo prazo dos Estados Unidos.

A chamada “Super Quarta”, marcada para 16 de setembro, concentra as decisões de juros do Federal Reserve, nos Estados Unidos, e do Banco Central, no Brasil. A perspectiva de mudanças nas taxas aumenta a cautela dos investidores e pode contribuir para a volatilidade do câmbio.

O cenário externo também tem pressionado os títulos do Tesouro norte-americano. Nesta segunda-feira, o rendimento do Treasury de dez anos chegou a 5,017%, maior nível desde outubro de 2023, em meio às preocupações com a inflação provocada pelo petróleo mais caro.

Das 31 moedas mais líquidas acompanhadas pelo mercado, apenas três registraram valorização frente ao dólar, sinalizando que a alta da moeda norte-americana foi amplamente disseminada no exterior.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,93.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código    BRL    USD    EUR    GBP    JPY    CHF    CAD    AUD
    BRL10,19420,16840,144129,98470,15880,27000,2724
    USD5,148810,86600,7408154,380,81761,39041,4007
    EUR5,93621,154710,8554178,260,94411,60541,6175
    GBP6,95011,34991,16901208,391,10351,87671,8908
    JPY3,335150,6477310,560950,47988110,52960,900600,90732
    CHF6,29751,22321,05930,9062188,8311,70061,7133
    CAD3,70310,71920,62290,5329111,040,588111,0073
    AUD3,67150,71400,61820,5288110,220,58370,99261

Os dados são daInvesting.com.     

O dólar fechou a segunda-feira, dia 14, em alta de zero vírgula quatro por cento, cotado a cinco reais e quatorze centavos. A moeda norte-americana chegou a operar em níveis mais altos durante o pregão, mas perdeu força ao longo do dia. O valor de fechamento é o maior para o dólar desde o primeiro dia de setembro.

O avanço ocorreu em um cenário de maior aversão ao risco nos mercados globais. Entre os principais fatores está a alta do petróleo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e aos riscos para o fornecimento da commodity. O petróleo Brent chegou a se aproximar dos 110 dólares por barril.

Para analistas, a semana deve ser marcada por forte volatilidade, principalmente por causa das decisões de juros previstas para esta quarta-feira, dia 16, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

No exterior, os investidores também acompanham a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. O movimento reforça a cautela nos mercados e aumenta a procura por ativos considerados mais seguros.

Das 31 moedas mais líquidas, apenas três subiram frente ao dólar, mostrando que o fortalecimento da moeda norte-americana foi disseminado entre os principais mercados.

Reportagem, Sophia Muniz.

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Sobre a repórter

Sophia Maria Duarte Muniz

Sophia Muniz é estudante de Comunicação Social – Jornalismo na Universidade Católica de Brasília (UCB) e repórter estagiária do Brasil 61. Também atuou como estagiária no Conselho Federal de Nutrição (CFN), na área de assessoria de imprensa, com experiência em comunicação institucional e produção de conteúdo jornalístico.