Economia - Dólar·02 de agosto de 2024

Dólar atingiu valor histórico de R$ 5,75

Este é o maior patamar da moeda desde dezembro de 2021

Por Luigi Mauri
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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil·Foto: Brasil 61

No último fechamento, o dólar subiu de preços no Brasil e está cotado a R$ 5,75. Esse é um valor recorde para a moeda, desde 2021. Portanto, a cotação atingiu seu maior valor durante todo o atual governo Lula. O euro também seguiu a tendência e custa R$ 6,21. Os valores são da companhia Morningstar.

Mesmo com a manutenção do patamar dos juros americanos em 5,25% e 5,50%, após decisão do Banco Central do país, os investidores ainda mantiveram a preferência pelo investimento nos Estados Unidos. De modo geral, as moedas emergentes perderam força em relação ao dólar. Ainda no exterior, novas tensões geopolíticas no Oriente Médio influenciam a preferência por investimentos em mercados financeiros considerados seguros. 

No Brasil, o movimento também ocorreu após a Selic ser mantida em 10,50% ao ano, em 2024. Neste segundo semestre, passa a estar no radar a mudança da presidência no Banco Central, bem como os já conhecidos riscos fiscais. Todos os fatores põem em risco a possibilidade de valorização do real frente ao dólar, mesmo com possíveis menores taxas de juros americanas futuras. 

LOC.: No último fechamento, o dólar subiu de preços no Brasil e está cotado a R$ 5,75. Esse é um valor recorde para a moeda, desde 2021. Portanto, a cotação atingiu seu maior valor durante todo o atual governo Lula. O euro também seguiu a tendência e custa R$ 6,21. Os valores são da companhia Morningstar.

Mesmo com a manutenção do patamar dos juros americanos em 5,25% e 5,50%, após decisão do Banco Central do país, os investidores ainda mantiveram a preferência pelo investimento nos Estados Unidos. De modo geral, as moedas emergentes perderam força em relação ao dólar. Ainda no exterior, novas tensões geopolíticas no Oriente Médio influenciam a preferência por investimentos em mercados financeiros considerados seguros. 

No Brasil, o movimento também ocorreu após a Selic ser mantida em 10,50% ao ano, em 2024. Neste segundo semestre, passa a estar no radar a mudança da presidência no Banco Central, bem como os já conhecidos riscos fiscais. Todos os fatores põem em risco a possibilidade de valorização do real frente ao dólar, mesmo com possíveis menores taxas de juros americanas futuras. 

Reportagem, Luigi Mauri, narração, Felipe Moura. 
 

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