Saúde·17 de novembro de 2017

Doações de sangue geram mais doações

Por Agência do Rádio

Você sabia que, por ano, aproximadamente oito milhões de pessoas morrem de câncer no mundo? No ano passado, o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, estimou que, no Brasil, cerca de dez mil novos casos de câncer seriam descobertos. Esses números são assustadores, mas você pode ajudar quem sofre dessa doença. Dos cânceres de sangue, o mais conhecido é a leucemia, embora o que provoque a doença ainda hoje seja desconhecido. O que se sabe é que a descontrolada produção de células anormais na medula óssea compromete a produção das células sanguíneas saudáveis. Para tratar da leucemia, os pacientes contam com as doações de sangue. A maioria dos casos de cura envolve o transplante de medula óssea, mas ela também pode ocorrer através da quimioterapia e da radioterapia. A diretora de hemoterapia da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco, doutora Anna Fausta, explica a necessidade dessas doações para o tratamento.

“A medula para, por um período, de produzir as células. Então esse período é realmente um período em que o paciente precisa muito de hemocomponentes, tanto hemácias quanto plaquetas. Então é um período em que a medula não tá produzindo nada, porque ela foi atingida pela quimioterapia e pela medicação. O intuito da medição é destruir todas as células. Ela não sabe qual é a célula doente e qual é a célula boa, então ela destrói tudo, e você fica um período sem produzir essas células do sangue, até que a medula comece a se regenerar.”

A pernambucana Maria Neuza Viana, de 66 anos, conta como foi o drama que viveu quando precisou das doações de sangue para tratar a leucemia de seu filho, André Ricardo, que na época tinha 12 anos. Teve momentos em que o garoto precisou receber até três aplicações de plaqueta por dia. Mas, depois de sete anos de tratamento, ele estava curado sem a necessidade do transplante de medula. Depois disso, Maria Neuza decidiu se tornar uma doadora regular de sangue, para retribuir a ajuda que teve e salvar a vida de quem precisa. Hoje, ela já é doadora há 27 anos. E não só ela, seu filho também doa sangue sempre que pode. 

“Eu tinha que retribuir de alguma forma tudo que eu recebi. Eu tive doação de pessoas anônimas e, hoje, a doação que eu faço é anônima também. É pra quem tiver precisando. E é com o coração que eu falo às pessoas: A gente só sabe quando passa e quando precisa. E eu tenho essa dívida com Deus e com as pessoas. É um ato humanitário e eu acho que é o que a gente pode fazer de bom no mundo, que está tão conturbado. As pessoas com tanto egoísmo, só pensando em si. Tem coisa que dinheiro não paga. Isso é uma coisa que não se compra.”


E ai, quer ser um doador também? Não perca essa oportunidade. Dia 25 de novembro é o Dia Nacional do Doador de Sangue. Aproveite para fazer a diferença. Procure o hemocentro ou posto de coleta mais próximo de sua casa e faça esse gesto em favor da vida. Para doar é necessário ter de 16 a 69 anos, pesar mais de 50 quilos e estar em boas condições de saúde. Menores de 18 anos devem levar a autorização dos pais ou responsáveis. Doe sangue regularmente e ajude a quem precisa. Para mais informações, acesse saude.gov.br/doesangue.

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