A extensão rural no Brasil completou 70 anos de atividades em dezembro deste ano. No Rio Grande do Sul, não demorou para que uma instituição se organizasse no estado para auxiliar os agricultores familiares a produzirem vários alimentos com mais qualidade e até em maior quantidade.
Em atividade desde 1955, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul atende hoje mais de 250 famílias, que têm perfis diferentes. São agricultores familiares, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas e assentados.
O presidente da Emater gaúcha, Iberê de Mesquita, explica que o serviço prestado pela entidade atende à comunidade agrícola de diferentes formas.
“Eu tenho dito que a Emater do Rio Grande do Sul é 50% social e 50% econômica. Dada a importância social do que é feito no campo, onde todas as políticas públicas chegam ao mais longínquo rincão do Rio Grande do Sul, através do serviço dos extensionistas. Porque ele leva tecnologia ao campo, leva análise econômico, social e ambiental”.
O presidente da Associação Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Valmisoney Moreira Jardim, dimensiona a importância da atuação desses profissionais para a agricultura nacional.
“O extensionista realiza um trabalho importantíssimo no nosso país. Atende uma categoria, que é a agricultura familiar, que produz 70% dos alimentos. Então, eu acho que o extensionista não é nem uma profissão, eu acho que é um sacerdócio, uma missão”.
Ao todo, no Rio Grande do Sul, são 2 mil extensionistas rurais que atuam nos mais de 480 municípios do estado, auxiliando os produtores em todas as etapas do cultivo. A principal cultura produzida em solo gaúcho é o arroz, com destaque também para a produção de milho, pêssego e uva.
Reportagem, Raphael Costa