O que durava dois dias, agora é feito em apenas duas horas. Esse é o benefício que a Indústria 4.0 trouxe à fábrica de móveis planejados Efatá, aqui do DF. Com a ajuda do SENAI, a empresa usa um programa de computador que faz todo um planejamento de cortes de armários, camas, racks e mesas de jantar, como explica o dono da empresa, Samuel Antunes.
“Era tudo manual. A gente fazia manual, o marceneiro fazia suas coisas. Hoje, já tem o software de produção, que gera um planejamento de corte e esse planejamento de corte é gerado para a máquina. E aí você corta rapidamente.”
O Samuel fala em um aumento de 46% de produtividade após a utilização do programa. E esse é um dos benefícios da Indústria 4.0, que é a incorporação das tecnologias digitais no chão das fábricas. São novas ferramentas como programas de gestão de produção, robótica avançada, internet das coisas e sistemas de simulação, que estão tornando as empresas mais ágeis e produtivas.
A coordenadora de Tecnologia e Inovação do SENAI do Distrito Federal, Alessandra Machado, relata que as empresas locais já estão atentas à essa onda de inovações tecnológicas.
“Sabemos que a Indústria 4.0 vai ser implementada em cada empresa de acordo com a sua característica, o seu porte, o seu desejo e a sua necessidade. Já verificamos aqui, no Distrito Federal, os sinais de empresas interessadas em aprofundar o conhecimento e iniciar os seus processos e as suas transformações internas para implantar na sequência todo o conceito da quarta revolução industrial.”
Com o intuito de ajudar o Brasil a colocar em prática os avanços tecnológicos da Indústria 4.0, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou uma série de propostas aos candidatos à presidência da República, como a criação de medidas de apoio à modernização industrial e aplicação de tecnologias digitais, melhoria da infraestrutura de telecomunicação e desenvolvimento de estratégias para a formação e qualificação profissional.
De acordo com estudo realizado pela CNI, 24 setores industriais brasileiros, 14 precisam adotar com urgência estratégias de digitalização para se tornarem internacionalmente competitivos.
Reportagem, Paulo Henrique Gomes