Os debates políticos que surgem diante da chegada do prazo final estabelecido pelo governo para votação da reforma da Previdência têm se intensificado no Congresso. O rombo, no entanto, não é uma exclusividade da União. Goiás é um dos estados que gasta mais com Previdência do que com serviços básicos à população.
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O superintendente estadual do Tesouro de Goiás, Oldair Marinho da Fonseca, em entrevista exclusiva à Agência do Rádio Mais, detalhou a situação previdenciária no estado. De acordo com o gestor, o déficit de 2017 só com poder executivo chegou a R$ 2,9 bilhões.
Para se ter noção do quanto isso representa, a secretaria de Tesouro informou que, em 2017, Goiás investiu quase R$ 2 bilhões em saúde e R$ 4,4 bilhões em educação. Com mudanças nas regras de aposentadoria, Fonseca detalha como o dinheiro poderia ser utilizado.
“Ele poderia ser revertido e aplicado mais fortemente em três áreas do estado. Área da saúde, educação e segurança pública. Então quando nós, o Tesouro do estado, desembolsamos R$ 2,9 bilhões com déficit, sem dúvidas, é dinheiro que deveria ser canalizado para essas áreas.”
A reforma da Previdência no sistema federal é uma das prioridades do governo de Michel Temer em 2018. Para reforçar a necessidade da aprovação e conseguir mais apoio popular, Temer tem feito aparições em programas de rádio e TV para divulgar o projeto.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Temer respondeu que o principal é que os parlamentares se conscientizem da necessidade da reforma da Previdência.
“Convencimento. O que eu estava dizendo era justamente sobre a tese do convencimento. Você precisa convencer da importância, da indispensabilidade da reforma da Previdência. Até em benefícios daqueles aposentados, para que não sofram cortes, e para aqueles que ainda vão aposentar-se.”
A votação da reforma da Previdência está prevista para ocorrer até o fim deste mês, prazo final estabelecido pelo governo. Segundo o ministro Carlos Marun, no dia da votação em Plenário, “haverá 314 votos favoráveis”.
Reportagem, Raphael Costa
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