REPÓRTER: Os desembargadores da Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará consideraram a coronel da Polícia Militar do Pará, Ruth Lea Costa Guimarães, indigna de permanecer como oficial da instituição. A coronel foi denunciada pelo Ministério Público por falta grave, por causa da venda de diversos veículos doados pela Polícia Militar à Fundação Pestalozzi, que cuida de pessoas com Síndrome de Down. De acordo com o relator, desembargador Raimundo Holanda, as provas do processo demonstram o envolvimento da coronel na destinação ilegal dos veículos doados, recolhidos, em todo o Estado, por Nicanor Joaquim da Silva, sucateiro responsável pela venda dos veículos. Ainda conforme o magistrado, a coronel incorreu em diversas infrações ao Código de Ética da Polícia Militar do Pará. O desembargador destacou ainda que a Oficial da PM não tem condições de permanecer no quadro da Polícia Militar do Pará, seja no serviço ativo, seja na reserva da corporação. O MP denunciou ainda os privilégios que a oficial recebeu do sucateiro, como pagamentos de parcelas de um automóvel em nome da coronel, bem como um bilhete de passagem aérea para Belo Horizonte.
Com informações do Tribunal de Justiça do Pará, reportagem Thamyres Nicolau