O custo da construção no país subiu 0,35% em outubro, mais do que os 0,25% de setembro, de acordo com o INCC-M, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 27 de outubro. O índice acumula alta de 6,75% em 12 meses e de 6,23% no ano.
Materiais e serviços puxam a alta
O avanço do índice veio dos materiais, equipamentos e serviços, grupo que subiu 0,40% em outubro, ante 0,17% em setembro. Dentro dele, materiais e equipamentos passaram de 0,17% para 0,41%, com destaque para os materiais para estrutura, que saltaram de 0,07% para 0,72%. Os serviços também aceleraram, de 0,15% para 0,31%, com o item projetos subindo de 0,10% para 0,44%.
A mão de obra seguiu caminho contrário e perdeu força: o grupo avançou 0,27% em outubro, depois de 0,37% em setembro.
Itens que mais subiram
Entre os itens de maior impacto de alta no mês estão vidros (2,96%), massa de concreto (2,16%), salário de engenheiro (0,73%), bloco de concreto (0,54%) e salário de pedreiro (0,31%).
Cinco de sete capitais aceleram
Das sete capitais pesquisadas, cinco registraram aumento no custo da construção em outubro: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Recife desacelerou, e o Rio de Janeiro repetiu a taxa do mês anterior, de 0,20%.
Em São Paulo, o custo da construção subiu 0,34% em outubro. A capital paulista acumula alta de 6,88% no ano e de 7,60% em 12 meses, acima da média nacional no período.
O custo da construção ficou mais pesado em outubro. De acordo com a Fundação Getulio Vargas, o Índice Nacional de Custo da Construção, o INCC-M, subiu zero vírgula trinta e cinco por cento no mês, depois de uma alta de zero vírgula vinte e cinco por cento em setembro.
Com isso, o índice acumula alta de seis vírgula setenta e cinco por cento em doze meses, e seis vírgula vinte e três por cento no ano.
O que mais pesou foi o grupo de materiais, equipamentos e serviços, que avançou zero vírgula quarenta por cento, contra zero vírgula dezessete por cento em setembro. Os materiais para estrutura subiram quase três quartos de ponto percentual, e os serviços também ganharam força. Entre os itens que mais subiram estão vidros, com alta de quase três por cento, e a massa de concreto, com mais de dois por cento.
Já a mão de obra perdeu fôlego: subiu zero vírgula vinte e sete por cento, depois de zero vírgula trinta e sete no mês anterior.
Entre as sete capitais pesquisadas, cinco registraram aceleração: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Recife desacelerou, e o Rio de Janeiro manteve a mesma taxa de setembro.
Em São Paulo, o custo da construção subiu zero vírgula trinta e quatro por cento em outubro, e acumula alta de sete vírgula sessenta por cento em doze meses, acima da média nacional.
Reportagem, Sophia Muniz.