Saúde - Vacinação·24 de junho de 2021

Covid-19: quilombolas da microrregião de Pelotas (RS) são vacinados

Por enquanto, 5,3% do público-alvo já recebeu a primeira dose, e a imunização segue em curso

Por Janary Bastos DamacenaCom formação em jornalismo e pós-graduação em linguística, Janary Damacena se especializou em Narratologia e no Storytelling para reportar notícias. Com participação em redações de jornais impressos, revistas, rádios, televisão e assessorias de imprensa; alguns de seus trabalhos mais marcantes foram realizados em lugares como a Agência do Rádio Brasileiro, Rádio Nacional, Jornal de Brasília, Agência Rádio Web, Jornal Tribuna do Brasil, TV Educativa, Presidência da República, Ministério da Saúde, Revista Plano Brasília, Agência Gralha Comunicação e Vídeo e Organização das Nações Unidas (ONU).
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As comunidades quilombolas da microrregião de Pelotas já estão sendo imunizadas contra a Covid-19. Além de Pelotas, a região é composta pelos municípios de Canguçu, São Lourenço do Sul, Capão do Leão, Cristal, Pedro Osório, Morro Redondo, Cerrito, Turuçu e Arroio do Padre, que juntos concentram 34.082 pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto de Geografia e Estatísticas (IBGE). 

De acordo com o Ministério da Saúde, 1.884 quilombolas dessas cinco cidades tomaram a primeira dose da vacina, o que representa cerca de 5,3% do público-alvo. Até o momento, 209 receberam a dose de reforço do imunizante.

Número de quilombolas vacinados Microrregião de Pelotas, segundo o Ministério da Saúde: 

Município1ª Dose2ª Dose
Pelotas4441
Canguçu523161
São Lourenço do Sul4440
Capão do Leão00
Cristal881
Pedro Osório00
Morro Redondo1890
Cerrito5346
Turuçu810
Arroio do Padre630

Na cidade de Pelotas – onde residem 10.315 quilombolas, segundo o IBGE –, os agentes de saúde vacinaram 444 pessoas com a primeira dose e apenas uma com a dose de reforço, o equivalente a 4,3% do público-alvo. O dado é do Ministério da Saúde. 


A assistente social da Secretaria Municipal de Saúde, Bianca Medeiros, explica que foi feito um trabalho de conscientização junto às lideranças quilombolas para destacar a importância da vacinação.

“Nós montamos uma equipe itinerante onde fomos em todas as comunidades. E, desde então, a gente vacinou. Nós já fizemos a primeira dose nos quatro quilombos, o Quilombo do Algodão, o de Alto do Caixão, de Vó Elvira e o do Serrito Alegre. Em junho, a gente vai fazer a segunda dose para essas comunidades.”

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”, disse.

Eder Ribeiro Fonseca, de 47 anos, é o atual presidente da comunidade remanescente quilombola de Alto do Caixão. Ele explica que cerca de 90 moradores foram vacinados com a primeira dose e a vacina foi recebida com alívio, para dar uma maior segurança no local, onde os cuidados sanitários foram mantidos. 

“Na comunidade quilombola as pessoas estão se cuidando muito. Elas estão sempre com máscara, e os mais velhos não saem de casa”, relatou.
A segunda dose deve ser aplicada nos moradores maiores de 18 anos do Vó Elvira no final de junho e também para os outros três quilombos. 

Distribuição das vacinas

Segundo dados do Ministério da Saúde, disponibilizados no LocalizaSUS, os municípios da microrregião de Pelotas receberam mais de 324 mil doses de vacinas contra Covid-19, sendo: 239.631 para Pelotas, 35.444 para Canguçu, 29.091 para São Lourenço do Sul, 13.336 para Capão do Leão, 4.804 para Cristal, 4.951 para Pedro Osório, 5.210 para Morro Redondo, 4.455 para Cerrito, 2.503 para Turuçu e 2.044 para Arroio do Padre.

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano; lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. 

Quilombolas são prioridades no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para outras informações, acesse o site das prefeituras de Pelotas, de São Lourenço do Sul ou de Canguçu.

A vacina é segura e uma das principais formas de se proteger contra o novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. 

Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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Quilombolas são prioridades no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município
Vale lembrar que, mesmo com a primeira dose da vacina, é preciso cumprir o distanciamento social e os protocolos de contenção contra a Covid-19: use máscara, lave as mãos, evite aglomerações, abraços ou apertos de mão e utilize álcool em gel após tocar qualquer objeto ou superfície. 
Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o País, acesse gov.br/saude. 
 

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Janary Bastos Damacena

Com formação em jornalismo e pós-graduação em linguística, Janary Damacena se especializou em Narratologia e no Storytelling para reportar notícias. Com participação em redações de jornais impressos, revistas, rádios, televisão e assessorias de imprensa; alguns de seus trabalhos mais marcantes foram realizados em lugares como a Agência do Rádio Brasileiro, Rádio Nacional, Jornal de Brasília, Agência Rádio Web, Jornal Tribuna do Brasil, TV Educativa, Presidência da República, Ministério da Saúde, Revista Plano Brasília, Agência Gralha Comunicação e Vídeo e Organização das Nações Unidas (ONU).