Covid - Covid-19·20 de julho de 2022

Covid-19: Ministério da Saúde divulga orientações para vacinação de crianças de 3 a 5 anos

São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, São Luís, Manaus, Boa Vista e Belém iniciaram a imunização do público infantil logo após o pronunciamento do governo federal

Por Thiago Henrique de Freitas SilvaThiago de Freitas é graduando de Jornalismo no Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Já trabalhou como assessor de comunicação voluntário nos Jogos Universitários Brasileiros 2022. Em sua formação, também atua em projetos de extensão como o Grupo de Pesquisa em Comunicação, Consumo e Cultura (LAPEC), tendo realizado também o SelfieLab – laboratório de desenvolvimento pessoal – e produções na Comunica – Agência de Comunicação do IDP.
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O Ministério da Saúde divulgou novas orientações para a vacinação de crianças de 3 a 5 anos contra a Covid-19 nessa terça-feira (19). A imunização deve começar com os grupos prioritários e ser ampliada de acordo com os estoques da vacina Coronavac disponíveis nos estados e no Distrito Federal. Com o posicionamento do ministério, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, São Luís, Manaus, Boa Vista e Belém já iniciaram a vacinação das crianças. 

De acordo com a nota técnica emitida pela pasta, a vacinação deve começar pelas crianças de 3 a 4 anos imunocomprometidas e, depois, as doses serão destinadas para as crianças com 4 anos, seguidas pelas crianças de 3 anos de idade. O intervalo entre a primeira e a segunda dose da Coronavac deve ser de 28 dias. 

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O Ministério da Saúde mantém tratativas com o Instituto Butantan, produtor da Coronavac no Brasil, e com o Consórcio Covax, para aquisição de novas doses. Outra recomendação presente na nota técnica é que o público a partir dos 5 anos continue sendo vacinado com o imunizante pediátrico da Pfizer, já aprovado para crianças de 5 a 11 anos.

Thauany de Araújo, 26 anos, vacinou a filha Alice, de 5, com o imunizante da Pfizer. Ela já havia decidido vacinar a filha e esperava apenas a abertura para a faixa etária da menina. Mesmo enfrentando fila para conseguir o imunizante, Thauany estava decidida a imunizar a pequena Alice, que não teve reação alguma à vacina. “Alice não teve nenhuma reação. A gente, bem no comecinho, pegou Covid e isso motivou a vacinação, porque passamos muito mal”, explica a jovem.

Já Vivandira de Souza, 49 anos, esperava a liberação para vacinar seu filho Artur, de 4 anos. A família toda tomou as medidas de isolamento necessárias para evitar a contaminação e, assim que as doses foram sendo liberadas, a família foi se vacinando, sobrando apenas o pequeno Artur. “Todos vacinados, menos o Arthur que tem 4 anos e eu estou ansiosa que chegue logo a vez da vacina dele. Então, até hoje ainda temos preocupação, mas com a vacina ficamos um pouco mais tranquilos”, explica Vivandira.

Anvisa aprova uso emergencial da Coronavac em crianças de 3 a 5 anos

A utilização da Coronavac para a imunização de crianças de 3 até 5 anos foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 14. Além da análise técnica da agência, o assunto também foi discutido pelos técnicos da Câmara Técnica Assessora em Imunizações-Covid-19 (CTAI). Em ambas discussões, o resultado foi favorável à ampliação da cobertura vacinal.

A médica pediatra Natalia Bastos reforça a segurança da vacina Coronavac para crianças maiores de 3 anos, que apresenta baixa taxa de reação, com menos de 0,01% de notificações. 

“A gente precisa apenas avaliar se a criança teve febre nas últimas 72 horas. Se ela tiver tido Covid, precisa dar o intervalo de 30 dias para qualquer tipo de vacina”, alerta a pediatra. 

A médica indica que a vacinação seja procurada sem receios. É importante também vacinar as crianças que já tiveram Covid-19, porque o imunizante pode trazer proteção contra outros sorotipos.

O Ministério da Saúde divulgou novas orientações para a vacinação de crianças de 3 a 5 anos contra a Covid-19 nessa terça-feira (19). A imunização deve começar com os grupos prioritários e ser ampliada enquanto os estoques da vacina Coronavac estiverem disponíveis nos estados e no Distrito Federal. 

De acordo com a nota técnica emitida pela pasta, a vacinação deve começar pelas crianças de 3 a 4 anos imunocomprometidas e, depois, as doses serão destinadas para as crianças com 4 anos, seguidas pelas crianças de 3 anos de idade. O intervalo entre a primeira e a segunda dose da Coronavac deve ser de 28 dias. 

O Ministério da Saúde está negociando com o Instituto Butantan, produtor da Coronavac no Brasil, e com o Consórcio Covax, para a aquisição de novas doses. Outra recomendação presente na nota técnica é que o público a partir dos 5 anos continue sendo vacinado com o imunizante pediátrico da Pfizer, já aprovado para crianças de 5 a 11 anos.
 
Vivandira de Souza, de 49 anos, estava à espera da liberação para vacinar o filho Artur, de 4 anos.

TEC/SONORA:  Vivandira de Souza, mãe do Artur

“Todos vacinados, menos o Arthur que tem quatro anos e eu estou ansiosa que chegue logo a vez da vacina dele. Então, até hoje ainda temos preocupação, mas com a vacina ficamos um pouco mais tranquilos”.

A médica pediatra Natalia Bastos confirma a segurança da vacina e tranquiliza as famílias.

TEC/SONORA:  Natália Bastos, médica pediatra

“Vacina extremamente segura, com baixa taxa de reação, menos de 0,01% de notificações de reação a essa vacina. Então, a gente pode vacinar tranquilamente. A gente precisa apenas avaliar se a criança teve febre nas últimas 72 horas e se ela tiver tido Covid, a gente precisa dar o intervalo, para qualquer tipo de vacina, de trinta dias.”

A médica diz que é importante também vacinar as crianças que já tiveram Covid-19, porque o imunizante pode trazer proteção contra outros sorotipos.

Reportagem, Thiago de Freitas 

Editoria: Saúde 

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Sobre a repórter

Thiago Henrique de Freitas Silva

Thiago de Freitas é graduando de Jornalismo no Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Já trabalhou como assessor de comunicação voluntário nos Jogos Universitários Brasileiros 2022. Em sua formação, também atua em projetos de extensão como o Grupo de Pesquisa em Comunicação, Consumo e Cultura (LAPEC), tendo realizado também o SelfieLab – laboratório de desenvolvimento pessoal – e produções na Comunica – Agência de Comunicação do IDP.