Economia - Dólar·25 de junho de 2024

Cotação do dólar cai pelo segundo dia consecutivo

Movimento de queda reflete, em parte, a venda da moeda com a alta de preços

Por Luigi Mauri
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

As cotações do dólar e do euro caíram pelo segundo dia consecutivo, a R$ 5,39 e 5,79. A tendência reflete a venda das moedas, quando o seu preço atinge a máxima.

Ou seja, não há elementos robustos que sustentem a queda do preço das moedas, em um cenário em que os juros nos Estados Unidos estão em patamar elevado. 

No Brasil, a divulgação do boletim Focus, pelo Banco Central, nesta semana, trouxe a elevação da estimativa de inflação para 2024, para 2,98%, de acordo com o IPCA.

Essa é a sétima elevação consecutiva do índice. Previsão de alta também ocorreu com o câmbio do dólar, para este ano. Já a Selic está estimada a 10,50% ao ano, até o final de 2024.

Está na conta das estimativas do mercado a responsabilidade fiscal do governo e a sua capacidade de cumprimento da meta de déficit zero estabelecida. O não cumprimento da meta do arcabouço fiscal ameaça a capacidade de investimento em ativos financeiros no Brasil. 

Além disso, as disputas entre os Poderes Executivo e Legislativo, no Congresso, ameaçam a capacidade de aprovação de matérias orçamentárias que partam do governo, o que aumenta as dúvidas sobre sua arrecadação. 

Mesmo assim, há investidores que podem optar por países considerados ainda mais arriscados que o Brasil, a fim de obterem maiores rendimentos. 

As cotações são da companhia Morningstar. 

LOC.: As cotações do dólar e do euro caíram pelo segundo dia consecutivo, a R$ 5,39 e 5,79. A tendência reflete a venda das moedas, quando o seu preço atinge a máxima.

Ou seja, não há elementos robustos que sustentem a queda do preço das moedas, em um cenário em que os juros nos Estados Unidos estão em patamar elevado. 

No Brasil, a divulgação do boletim Focus, pelo Banco Central, nesta semana, trouxe a elevação da estimativa de inflação para 2024, para 2,98%, com base no IPCA.

Essa é a sétima elevação consecutiva do índice. Previsão de alta também ocorreu com o câmbio do dólar, para este ano. Já a Selic está estimada a 10,50% ao ano, até o final de 2024.

Está na conta das estimativas do mercado a responsabilidade fiscal do governo e a sua capacidade de cumprimento da meta de déficit zero estabelecida. O não cumprimento da meta do arcabouço fiscal ameaça a capacidade de investimento em ativos financeiros no Brasil. 

Além disso, as disputas entre os Poderes Executivo e Legislativo, no Congresso, ameaçam a capacidade de aprovação de matérias orçamentárias que partam do governo, o que aumenta as dúvidas sobre sua arrecadação. 

Mesmo assim, há investidores que podem optar por países considerados ainda mais arriscados que o Brasil, a fim de obterem maiores rendimentos. 

As cotações são da companhia Morningstar. 

Reportagem, Luigi Mauri, narração, Lívia Azevedo. 
 

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