Economia·27 de março de 2020

Coronavírus: Câmara aprova auxílio de R$ 600 para pessoas de baixa renda

Mulheres chefes de família poderão receber R$ 1.200. O objeto é garantir que população em situação de vulnerabilidade não fique desamparada

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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A proposta de auxílio financeiro para pessoas de baixa renda durante a crise do novo coronavírus foi aprovada na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (26). Inicialmente, a proposta do governo previa um auxílio de R$ 200, mas o texto final acordado entre as lideranças prevê o valor de R$ 600.

O projeto também prevê que as mulheres, chefes de família, também terão direito ao benefício. Cada uma vai ter acesso a duas cotas do auxílio - ou seja, vão ter direito a R$ 1.200. “Ao contemplar a questão das mulheres, isso faz com que 40% dos lares brasileiros que são chefiados por mulheres possam ter uma renda de 1.200 reais, que uma mãe com 4 filhos possa ter essa renda de 1.200 reais. Sei que isso foi reforçado pelo pleito de vários partidos, mas estava na nossa emenda com amplo apoiamento, e essa parte foi incorporada pelo Relator" destacou a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS).

O presidente da câmara, Rodrigo Maia, comemorou o fato do projeto ter recebido apoio tanto do governo como da oposição. “Mesmo com divergências, eu acho que o objetivo de todos é o mesmo. Todos querem salvar vidas e encontrar o melhor caminho para que a economia sofra menos. Todos querem a mesma coisa, mas com posições diferentes. É assim a democracia”.

Inicialmente, o previsto é que o auxílio dure por três meses, mas o prazo pode ser prorrogado por enquanto durar a crise do novo coronavírus. O medida deve ter o impacto de  R$ 14,4 bilhões para os cofres do governo federal.

Outra medida contida no projeto de lei é que o pagamento dos 15 primeiros dias de afastamento do trabalhador por motivo de saúde poderão ser descontados do INSS, caso a doença tenha sido causada pelo coronavírus.

Para começar a valer, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo Presidente da República.


Requisitos para ter acesso ao benefício:

  • Ser maior de 18 anos de idade;
  • Não ter emprego formal;
  • Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;
  • Renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); e
  • Não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

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Inicialmente, o previsto é que o auxílio dure por três meses, mas o prazo pode ser prorrogado por enquanto durar a crise do novo coronavírus. O medida deve ter o impacto de R$ 14,4 bilhões para os cofres do governo federal.

Outra medida contida no projeto de lei é que o pagamento dos 15 primeiros dias de afastamento do trabalhador por motivo de saúde poderão ser descontados do INSS, caso a doença tenha sido causada pelo coronavírus.

Para começar a valer, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo Presidente da República.

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.