Economia·26 de fevereiro de 2020

Coronavírus balança economia mundial e afeta até a Petrobras

Crise por conta do risco de pandemia reduziu produção e consumo na China e começa a atingir também outros países, como Coreia do Sul, Irã e Itália

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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O novo coronavírus, que já foi identificado em 30 países, tem balançado a economia mundial. Na China, empresas paralisaram as produções, e a medida começa a ser adotada também na Coreia do Sul, Irã e Itália. O Fundo Monetário Internacional (FMI), estima que a economia mundial vai ter o crescimento reduzido em 0,1 ponto percentual neste ano por conta da crise na saúde. As estimativas para a economia chinesa também foram reduzidas pela organização, em 0,4 ponto percentual.

A produção de smartphones é um dos setores mais atingidos. Um relatório da empresa chinesa de análise Trendforce calcula que a produção de celulares pode cair 12% na China nos três primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. O levantamento aponta ainda que a produção chinesa de TVs, monitores e notebooks deve ter redução, o que pode aumentar o preço desses produtos. 

Os impactos não se restringem às empresas chinesas. Multinacionais, como Apple, United Airlines, Mastercard, Toyota e Danone, dispararam aletas para acionistas sobre a possibilidade real de o coronavírus afetar os lucros. A Diageo, dona de marcas como o whisky “Johnnie Walker” e a vodka “Smirnoff”, alertou que o surto de coronavírus pode reduzir o lucro deste ano em até 200 milhões de libras esterlinas, o que equivalente a mais de um bilhão de reais. De acordo com a empresa, a queda no faturamento se dá por conta do fechamento de bares e restaurantes na China. 

No Brasil, a Petrobras também deve ser atingida. A empresa divulgou que a crise na China derrubou o preço internacional do petróleo, já que a maior parte do óleo brasileiro é vendido para o país asiático, o que pode diminuir os lucros deste ano.

O novo coronavírus, que já foi identificado em 30 países, tem balançado a economia mundial. Na China, empresas paralisaram as produções, e a medida começa a ser adotada também na Coreia do Sul, Irã e Itália. O Fundo Monetário Internacional, o FMI, estima que a economia mundial vai ter o crescimento reduzido em 0,1 ponto percentual neste ano por conta da crise na saúde. As estimativas para a economia chinesa também foram reduzidas pela organização, em 0,4 ponto percentual.

A produção de smartphones é um dos setores mais atingidos. Um relatório da empresa chinesa de análise Trendforce calcula que a produção de celulares pode cair 12% na China nos três primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. O levantamento aponta ainda que a produção chinesa de TVs, monitores e notebooks deve ter redução, o que pode aumentar o preço desses produtos. 

Os impactos não se restringem às empresas chinesas. Multinacionais, como Apple, United Airlines, Mastercard, Toyota e Danone, dispararam aletas para acionistas sobre a possibilidade real de o coronavírus afetar os lucros. A Diageo, dona de marcas como o whisky “Johnnie Walker” e a vodka “Smirnoff”, alertou que o surto de coronavírus pode reduzir o lucro deste ano em até 200 milhões de libras esterlinas, o que equivalente a mais de um bilhão de reais. De acordo com a empresa, a queda no faturamento se dá por conta do fechamento de bares e restaurantes na China. 

No Brasil, a Petrobras também deve ser atingida. A empresa divulgou que a crise na China derrubou o preço internacional do petróleo, já que a maior parte do óleo brasileiro é vendido para o país asiático, o que pode diminuir os lucros deste ano.

Reportagem, Daniel Marques

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.