Agronegócios·16 de agosto de 2020

Contratação do crédito rural bate recorde no primeiro mês do Plano Safra

Os R$ 24,15 bilhões contratados no primeiro mês do Plano Safra representam 50% a mais que o mesmo período do ano passado

Por Janary Bastos DamacenaCom formação em jornalismo e pós-graduação em linguística, Janary Damacena se especializou em Narratologia e no Storytelling para reportar notícias. Com participação em redações de jornais impressos, revistas, rádios, televisão e assessorias de imprensa; alguns de seus trabalhos mais marcantes foram realizados em lugares como a Agência do Rádio Brasileiro, Rádio Nacional, Jornal de Brasília, Agência Rádio Web, Jornal Tribuna do Brasil, TV Educativa, Presidência da República, Ministério da Saúde, Revista Plano Brasília, Agência Gralha Comunicação e Vídeo e Organização das Nações Unidas (ONU).
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O desempenho do crédito rural nos primeiros 30 dias do Plano Safra 2020/2021 foi 50% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Os R$ 24,15 bilhões contratados no primeiro mês do Plano Safra representam 50% a mais que o mesmo período do ano passado.

Apesar da pandemia da Covid-19 por todo o mundo, esse é um bom momento para o agronegócio brasileiro, e é isso o que revelam os números do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2020/2021 divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 



De acordo com a avaliação, tem se percebido um crescimento em todas as modalidades de financiamento de crédito rural, mas o ponto de maior destaque é o aumento de 110% nos financiamentos de investimento, sendo contratados R$ 5,2 bilhões. São os investimentos em infraestrutura produtiva que asseguram a sustentabilidade da atividade ao longo do tempo.

Em relação aos programas de investimento, quase todos tiveram crescimento maior que 100%, na variação comparativa com o mesmo mês do ano agrícola anterior, com destaque para o Moderagro (535%), Moderinfra (413%), Programa ABC (134%) e Inovagro (175%). 

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O diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Eduardo Daher, acredita que uma série de fatores, acelerados pela pandemia, fizeram com que o agronegócio brasileiro chegasse a um grande momento neste ano. Nesse contexto, é importante levar em consideração que o agronegócio brasileiro produz matéria prima que não vai apenas para a mesa do brasileiro, como o etanol, que vem da cana-de-açúcar e as fibras para tecidos feitas de algodão.

“O PIB do agronegócio, ao término do ano de 2020, vai ser positivo com um número entre 2,5% e 2,8%. Enquanto isso, o Brasil como um todo estará com um PIB negativo. Mas o agro, até porque produz alimentos, fibras e energia, significa que indústria e serviços tiveram um grande prejuízo com a pandemia e ainda estão tendo. Mas de qualquer forma, o Brasil teve uma excelente performance”, afirmou Daher.

De acordo com a assessora técnica de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fernanda Schwantes, dois aspectos importantes a serem destacados são a incorporação de tecnologias, que garantem aumento de produtividade nas propriedades rurais e o incremento significativo nos financiamentos nessas propriedades, em que já foram pouco mais de R$5 bilhões de reais e isso se reflete nos produtores.

Além disso, o produtor têm “percebido que as taxas nessas safras, as taxas de juros, estão mais competitivas do que em relação ao que vinha ocorrendo em safras passadas. Havia uma redução dos investimentos em financiamento se a gente comparar as três ou quatro últimas safras e, agora, com uma redução mais significativa da taxa de juros acompanhando a queda da taxa básica da economia, os produtores passaram a investir mais nas propriedades”, explicou Schwantes.

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Além disso, dois aspectos importantes de serem destacados são a incorporação de tecnologias, que garantem aumento de produtividade nas propriedades rurais e o incremento significativo nos financiamento nessas propriedades, em que já foram pouco mais de R$5 bilhões de reais e isso se reflete nos produtores.

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Sobre a repórter

Janary Bastos Damacena

Com formação em jornalismo e pós-graduação em linguística, Janary Damacena se especializou em Narratologia e no Storytelling para reportar notícias. Com participação em redações de jornais impressos, revistas, rádios, televisão e assessorias de imprensa; alguns de seus trabalhos mais marcantes foram realizados em lugares como a Agência do Rádio Brasileiro, Rádio Nacional, Jornal de Brasília, Agência Rádio Web, Jornal Tribuna do Brasil, TV Educativa, Presidência da República, Ministério da Saúde, Revista Plano Brasília, Agência Gralha Comunicação e Vídeo e Organização das Nações Unidas (ONU).