Brasil·29 de dezembro de 2018

Contra “facada” sugerida por Paulo Guedes, Senador pernambucano defende importância do Sistema S.

<p><span style="font-size:&#10;10.0pt;line-height:150%;font-family:&quot;Arial&quot;,sans-serif;color:#17394D">Somente em Pernambuco, o impacto de uma &ldquo;facada&rdquo; como a sugerida por Paulo Guedes faria com que 3,2 mil alunos deixassem de estudar no ensino b&aacute;sico.</span></p>

Por Agência do Rádio
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Os últimos dias de trabalho no Congresso Nacional estiveram voltados para o debate sobre os rumos do futuro governo de Jair Bolsonaro, que assume a presidência da República já no próximo dia 1º de janeiro.

Entre os assuntos mais discutidos pelos parlamentares, esteve a promessa do futuro ministro da economia, Paulo Guedes, de dar uma “facada” nos recursos do Sistema S. O debate tomou conta do último dia da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Formado por entidades como Sesc, Sesi e Senai, o Sistema S. é responsável por diversos programas de educação técnica e serviços de saúde.

Preocupado com o possível corte de recursos, o senador Armando Monteiro (PTB-PE), foi um dos parlamentares que defendeu a cautela ao debater sobre o assunto, já que o Sistema tem sido fundamental para a capacitação de mão de obra e, consequentemente, para a produtividade e competitividade nas indústrias brasileiras.

“O que se propõe é uma discussão serena, no fórum adequado para se discutir a relação custo/benefício do Sistema “S”. Porque é uma estrutura que funciona há décadas, que tem foco, os programas são continuados. Daí os resultados que foram obtidos”.

Para se ter uma ideia, somente em Pernambuco, o impacto de uma “facada” de 30% no SESI, como a sugerida por Paulo Guedes, faria com que 3,2 mil alunos deixassem de estudar no ensino básico ou na educação de jovens e adultos. Cinco escolas fechariam as portas e 92,5 mil atendimentos médicos, odontológicos e ocupacionais deixariam de ser feitos

Diretor-geral do SENAI e Diretor-Superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, afirma que o possível corte de recursos para o financiamento dessas entidades causaria efeitos devastadores à sociedade brasileira.

“Se for colocada em prática, nós vamos estar fechando mais de 300 escolas. Mais de um milhão e meio de jovens e trabalhadores deixarão de ser atendidos todos os anos. Mais de 18 mil professores serão demitidos”.

Responsável pelos programas de saúde e segurança do trabalhador na indústria, o Serviço Social da Indústria (SESI) também tem uma rede de escolas que beneficia 1,2 milhão de jovens com educação básica, principalmente de famílias de trabalhadores da indústria.

Com a colaboração de Aline Dias, reportagem, Marquezan Araújo

 

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