Brasil - Consumidor·26 de março de 2026

Confiança do consumidor avança em março após dois meses de queda

Índice sobe 2 pontos e atinge 88,1, maior nível desde dezembro de 2025

Por Jullya Borges
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Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

A confiança do consumidor brasileiro voltou a crescer em março de 2026, após dois meses de retração. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo FGV IBRE, avançou 2,0 pontos e chegou a 88,1, o maior patamar desde dezembro do ano passado, quando marcou 89,1 pontos.

Apesar da alta no mês, na média móvel trimestral o indicador apresentou leve recuo de 0,3 ponto, alcançando 87,2 pontos.

Segundo a economista do FGV IBRE, Anna Carolina Gouveia, o resultado positivo foi puxado principalmente pela melhora das expectativas em relação aos próximos meses. O avanço foi observado em quase todas as faixas de renda, com exceção dos consumidores com rendimentos acima de R$ 9.600.

Entre os fatores que contribuíram para a melhora da confiança estão a percepção de manutenção do emprego e da renda, o controle da inflação e a recente redução da taxa de juros, que ajudaram a diminuir o pessimismo das famílias em relação às finanças pessoais.

O Índice de Expectativas (IE) foi o principal responsável pela alta, ao subir 3,4 pontos e atingir 92,1. Já o Índice de Situação Atual (ISA) teve leve queda de 0,3 ponto, ficando em 83,2.

Dentro das expectativas, o destaque foi o indicador de situação financeira futura das famílias, que avançou 6,5 pontos, chegando a 89,4, maior nível desde dezembro de 2025. Já a percepção sobre a economia local futura subiu 1,8 ponto, para 105,5. O indicador de intenção de compra de bens duráveis também cresceu, com alta de 1,1 ponto, atingindo 82,8.

Por outro lado, na avaliação do momento presente, o indicador de situação econômica local atual recuou 1,4 ponto, para 94,7. Em contrapartida, a percepção sobre a situação financeira atual das famílias teve leve melhora, subindo 0,8 ponto, para 72,1.

A confiança do consumidor brasileiro voltou a subir em março, depois de dois meses de queda.

O índice avançou dois pontos e chegou a oitenta e oito vírgula um, o maior nível desde dezembro do ano passado.

A melhora foi puxada pelas expectativas para os próximos meses, com consumidores mais otimistas em relação à renda, emprego e inflação.

O indicador que mede a situação financeira futura das famílias foi o destaque, com crescimento significativo.

Apesar disso, a avaliação do momento atual ainda mostra cautela.

Segundo a Fundação Getulio Vargas, fatores como a redução dos juros e maior estabilidade econômica ajudam a explicar o aumento da confiança.

Reportagem, Jullya Borges.


 

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