Economia - Índice de Confiança na Indústria (ICI)·29 de agosto de 2023

Confiança da Indústria cai pelo segundo mês consecutivo

Este é o pior resultado desde agosto de 2020

Por Luigi Mauri
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O Índice de Confiança da Indústria (ICI) cedeu 0,5 pontos em agosto, para 91,4 pontos. Este é o pior resultado desde agosto de 2020 (89,8 pontos).

Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,5 ponto, para 92,4 pontos.

Houve queda da confiança em 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela sondagem.

Para especialistas da Fundação Getúlio Vargas, a FGV, os resultados mostram que os empresários ainda continuam bastante afetados pela conjuntura macroeconômica atual de taxa de juros elevada e alto endividamento das famílias. 

Segundo eles, isto dificulta a recuperação da demanda e mantém as empresas com nível de estoques alto, principalmente nos segmentos produtores de bens de consumo.

O resultado apresenta piora das avaliações sobre a situação atual, enquanto as expectativas em relação aos próximos meses se mantêm estáveis.

Acerca da situação atual da economia, o que mais influenciou a queda no mês foi a percepção dos empresários sobre a situação presente dos negócios. 

Em menor proporção, o indicador que mede o nível atual de demanda também caiu. 

Já o nível de estoque diminuiu levemente  — o que é bom para a economia. Este resultado acontece após três sequências negativas. O nível de estoques está acima do esperado, ainda com os efeitos do lockdown que a economia sofreu.

Com relação às expectativas, há uma melhoria das perspectivas sobre a produção e para as contratações nos próximos três meses seguintes, mas um aumento do pessimismo em relação às perspectivas dos negócios num horizonte maior, de seis meses.

A tendência dos negócios para os próximos seis meses, após duas altas consecutivas, caiu. 

Por outro lado, o indicador de produção prevista subiu, recuperando parte das perdas sofridas em julho. O indicador que mede as perspectivas sobre as contratações também cresceu e se mantém em patamar otimista. 

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria se manteve relativamente estável.

Para o segundo semestre, há a expectativa de um nível de atividade morno, porém com possíveis melhorias no mercado de trabalho na macroeconomia, o que pode influenciar positivamente o setor da indústria. 

Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia, FGV IBRE.

LOC.: O Índice de Confiança da Indústria cedeu 0,5 ponto percentual em agosto. Este é o pior resultado desde o mesmo mês de 2020.

Houve queda da confiança em 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela sondagem.

Para especialistas da Fundação Getúlio Vargas, a FGV, os resultados mostram que os empresários ainda continuam bastante afetados pela conjuntura macroeconômica atual de taxa de juros elevada e alto endividamento das famílias. 

Segundo eles, isto dificulta a recuperação da demanda e mantém as empresas com nível de estoques alto, principalmente nos segmentos produtores de bens de consumo.

O resultado apresenta piora das avaliações sobre a situação atual, enquanto as expectativas em relação aos próximos meses se mantêm estáveis.

Acerca da situação atual da economia, o que mais influenciou a queda no mês foi a percepção dos empresários sobre a situação presente dos negócios. 

Em menor proporção, o indicador que mede o nível atual de demanda também caiu. 

Já o nível de estoque diminuiu levemente  —  o que é bom para a economia. Este resultado acontece após três sequências negativas. O nível de estoques está acima do esperado, ainda com os efeitos do lockdown que a economia sofreu.

Com relação às expectativas, há uma melhoria das perspectivas sobre a produção e para as contratações nos próximos três meses seguintes, mas um aumento do pessimismo em relação às perspectivas dos negócios num horizonte maior, de seis meses.

A tendência dos negócios para os próximos seis meses, após duas altas consecutivas, caiu. 

Por outro lado, o indicador de produção prevista subiu, recuperando parte das perdas sofridas em julho. O indicador que mede as perspectivas sobre as contratações também cresceu e se mantém em patamar otimista. 

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria se manteve relativamente estável.

Para o segundo semestre, há a expectativa de um nível de atividade morno, porém com possíveis melhorias no mercado de trabalho na macroeconomia, o que pode influenciar positivamente o setor da indústria. 

Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia, FGV IBRE.

Reportagem, Luigi Mauri, narração, Lívia Azevedo. 
 

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