Política·19 de junho de 2019

Comissão Mista do Congresso abre discussões sobre MP da Liberdade Econômica

Para o presidente da comissão que analisa a MP, senador Dário Berger (MDB-SC), texto garante segurança jurídica ao empresário nas relações econômicas, o que ajuda no crescimento econômico e na geração de empregos

Por Juliana GonçalvesA carreira jornalística de Juliana deu início com assessoria de imprensa. Após um tempo, entrou como estagiária na redação da Agência do Rádio. Trabalhou, também, na TV Band com foco em política por um tempo e voltou para nossa redação como repórter em 2018.
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A Comissão Mista do Congresso Nacional que analisa a Medida Provisória (881/2019), a chamada MP da Liberdade Econômica, realizou sua primeira reunião nesta terça-feira (18), no Senado. Para o presidente da comissão, senador Dário Berger (MDB-SC), a MP garante segurança jurídica ao empresário nas relações econômicas criando ambiente “harmonioso” para o crescimento da economia e geração de empregos.

Segundo os parlamentares, a MP pretende dar maior liberdade para os micros, pequenos, médios e grandes empresários exercerem atividades com menos entraves e burocracias, ou seja, com menos “intervenção” do Estado nas relações econômicas.

“Essa medida provisória vem em boa hora, na medida em que estabelece segurança jurídica, facilita a vida de quem produz e de quem trabalha, valoriza e respeita aqueles que produzem emprego, renda e oportunidades, simplificando métodos, normas, legislação e burocracia”, explica Berger.

O relator da matéria na comissão mista será o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS). Ele pretende entregar o texto para votação na comissão antes de 3 de julho e, para isso, sugeriu limitar as audiências públicas em apenas um debate, previsto para a próxima quarta-feira (26).O parlamentar acredita que o cronograma previsto para aprovação da MP na comissão será cumprido.

“Dará tempo, no que depender da comissão. A não ser que, lá no plenário, a gente tenha algum entrave. Mas, aqui na comissão, o nosso compromisso é fazer com que o relatório seja votado dentro do cronograma previsto, a princípio no dia 3 de julho”, garante ele.

Livre mercado 

A medida, publicada no Diário Oficial da União em 30 de abril, institui a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica e estabelece garantias, em Lei, para o livre mercado no país.

A MP da Liberdade Econômica tem três “eixos” principais. A norma torna mais claras as regras na administração pública para as atividades econômicas desenvolvidas por instituições privadas. O poder público vai agir de forma isonômica e fiscalizadora, presumindo a boa-fé nas relações.
O texto prevê, ainda, a diminuição da burocracia, simplificando os procedimentos administrativos e judiciais.

O terceiro e último ponto torna mais claras e independentes as atividades econômicas entre empresas, prestigiando a responsabilidade das instituições privadas envolvidas nos negócios.

O integrante da comissão mista da MP 881/2019, deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP), entende que a norma deixa mais transparentes as atividades econômicas. Para ele, a MP valoriza as empresas e o empreendedorismo.

“Nós temos que ter um posicionamento muito claro da legislação brasileira de valorizar as empresas, de valorizar os empregos, valorizar as oportunidades de quem quer empreender, quem arrisca o seu capital, quem se dedica a criar uma empresa”, ressalta Lippi.
Após ser aprovada na comissão mista, a MP seguirá para análise nos plenários da Câmara e do Senado para continuar em vigor.

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A MP da Liberdade Econômica tem três “eixos” principais. A norma torna mais claras as regras na administração pública para as atividades econômicas desenvolvidas por instituições privadas. O poder público vai agir de forma isonômica e fiscalizadora, presumindo a boa-fé nas relações.O texto prevê, ainda, a diminuição da burocracia, simplificando os procedimentos administrativos e judiciais.O terceiro e último ponto torna mais claras e independentes as atividades econômicas entre empresas, prestigiando a responsabilidade das instituições privadas envolvidas nos negócios.

Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Juliana Gonçalves 

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Sobre a repórter

Juliana Gonçalves

A carreira jornalística de Juliana deu início com assessoria de imprensa. Após um tempo, entrou como estagiária na redação da Agência do Rádio. Trabalhou, também, na TV Band com foco em política por um tempo e voltou para nossa redação como repórter em 2018.