Economia·13 de junho de 2018

Comércio varejista registra alta de 1% no volume de vendas em abril, aponta IBGE

<p>Equipamentos e materiais para escrit&oacute;rio, inform&aacute;tica e comunica&ccedil;&atilde;o foram os mais vendidos no m&ecirc;s avaliado</p>

Por Agência do Rádio
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O comércio varejista brasileiro apresentou avanço de 1% nas vendas em abril de 2018. O resultado, que representa a segunda alta seguida, é baseado na comparação com o mês anterior. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando a análise é feita em relação a abril de 2017, nota-se um crescimento de 0,6% nas vendas do setor. Com esse desempenho, essa base de comparação registra a 13ª alta consecutiva. No entanto, segundo o IBGE, a elevação foi menos acentuada devido à mudança no calendário da Páscoa para março. A alteração fez com que as vendas de abril apresentassem uma diminuição no volume.

Apesar da recuperação no setor em abril deste ano, a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes, afirma que o comércio ainda não recuperou as perdas registradas em 2015 e 2016.

“Com esse resultado de 1%, que ocorreu após um avanço de 1,1% em março, isso mostra uma aceleração dessa retomada de crescimento nesses dois últimos meses do ano de 2018. Isso é importante, mas ainda não elimina todas as perdas que o comércio varejista e ampliados sofreram no ano de 2015 e 2016.”

Já na comparação com dezembro do ano passado, o acumulado dos últimos quatro meses registrou crescimento de 3%. Em 12 meses, a elevação é de 3,7% o que, apesar da alta, corresponde a um leve recuo em relação ao ritmo apresentado em março, de 3,8%.

De acordo com o balanço, o destaque foi para as atividades de venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com 4,8%; combustíveis e lubrificantes, com 3,4%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 1,5%.

Entre março e abril de 2018, o volume de vendas cresceu em 14 dos 27 estados brasileiros. São Paulo registrou a maior taxa, com 3,6%. Em seguida, aparece Rondônia com 2,8%, e Espírito Santo com 1,8%. Por outro lado, Amazonas teve o pior resultado para o período, com recuo de 8,5%. Ceará, Pernambuco e Alagoas se mantiveram estáveis.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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