Educação·28 de fevereiro de 2020

Com telha que gera energia limpa, alunos de São Gonçalo (RJ) disputam título brasileiro de robótica

Projeto que gera energia eólica e solar pode economizar até 98% na conta de luz e foi selecionado para etapa nacional da FLL, em São Paulo

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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Foi pensando na geração de energia limpa e renovável que alunos do SESI de São Gonçalo disputam, a partir de sexta-feira (6), a etapa nacional Festival SESI de Robótica. A equipe “Fênix Robots Furious” decidiu unir as energias eólica e solar em um projeto acessível, que pode ser utilizado dentro de casa.

A ideia consiste em uma telha com turbina para captar ventos e com painel fotovoltaico para captar a energia do sol. “Assim, a telha vai estar sempre coletando energia, seja com um recurso ou com outro”, explica o aluno Richard Alves Lhamas, de 15 anos, um dos integrantes do grupo.

Segundo a equipe, o projeto foi desenvolvido para ser integrado ao sistema elétrico convencional, já que é permitido no país produzir energia em casa e vender o excedente para empresas que operam nesse mercado. A economia estimada pode chegar a 98% na conta de luz.

“Você gera uma corrente e joga na rede. A concessionária concede créditos para abatimento na conta de luz. Dependendo de quanto você produzir, sua conta de luz viria com o valor mínimo ou viria com o valor bem menor por conta do desconto”, explica o professor Renato Rodrigues, treinador da equipe.

Além de inovar na geração de energia, o projeto também ajuda na redução do lixo gerado pelas cidades. A ideia é que a telha geradora de energia substitua o formato “colonial”, feito de barro. “Esse tipo de telha polui o meio ambiente durante sua produção, também precisa de manutenção constante por conta do lodo. Por isso, decidimos usar a ‘telha pet’, que é feita de plástico pet reciclado, que tem uma durabilidade maior, precisa de menos manutenção e polui muito menos o meio ambiente”, defende Richard.

O processo de pesquisa e produção do protótipo, segundo os estudantes, foi “intenso”. Richard acrescenta que ele e os colegas treinaram para a competição mesmo durante as férias, mas que o processo valeu a pena. “Eu não achei muito problema, porque é algo que eu gosto de fazer e o objetivo não era simplesmente ganhar, era também se divertir e trabalhar em equipe”, garante.

A competição

O Festival SESI de Robótica, que é o maior campeonato de robótica do Brasil, reunirá 100 equipes de todo o Brasil, formadas por estudantes de 9 a 16 anos, na categoria FIRST LEGO League, que utiliza robôs Lego para enfrentar os desafios desta temporada. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. Este ano, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.

O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mól, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.


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O Festival SESI de Robótica, que é o maior campeonato de robótica do Brasil, reunirá 100 equipes de todo o Brasil, formadas por estudantes de 9 a 16 anos, na categoria FIRST LEGO League, que utiliza robôs Lego para enfrentar os desafios desta temporada. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. Este ano, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.
 
Reportagem, Daniel Marques

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.