Economia·12 de dezembro de 2017

Com envelhecimento populacional em Roraima, sistema previdenciário precisa de mudanças, diz especialista

<p>A expectativa de vida de quem nasce no estado &eacute; de 71,5 anos.</p>

Por Agência do Rádio
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Por Marquezan Araújo

A expectativa de vida de quem nasce em Roraima voltou a crescer. Em 2014, a população do estado vivia em média 70,9 anos. Em 2015 esse número saltou para 71,2 e em 2016, chegou a 71,5. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Unidade da Federação é a segunda da região com expectativa de vida mais baixa, ficando atrás apenas de Rondônia, com 71,2 anos.

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MAIS: Confira outros destaques sobre reforma da Previdência 

Mesmo com um crescimento lento, especialistas afirmam que com o passar do tempo, a quantidade de idosos vai aumentar significativamente. Isso, somado à redução do número de nascimentos, pode comprometer benefícios futuros, como as aposentadorias. É o que prevê, por exemplo, o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE – FGV) Bruno Ottoni. “À medida que o país for envelhecendo, a tendência é que a situação [da previdência] se torne calamitosa”, comenta.
A explicação é de que, no Brasil, o sistema previdenciário é sustentado por dinheiro vindo de contribuintes em atividade no mercado de trabalho. Isso significa que, com o aumento da população idosa e a redução do número de nascimentos, haverá mais pessoas recebendo o benefício, por mais tempo, e menos contribuintes para pagar as aposentadorias.

Reforma

Na tentativa de aprovar a reforma da Previdência ainda este ano, o governo Federal propôs um novo texto, mais enxuto. Entre os principais pontos está a idade mínima para se aposentar de 62 anos para mulheres e 65 para anos. Além disso, a ideia é equiparar os regimes de previdência dos servidores públicos aos do INSS, o que, na avaliação do coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Rogério Nagamine, deixa o sistema mais igualitário.

“Você tem um diferença de valor de benefício gigantesca. É exatamente por isso que é importante que passe uma proposta do governo que obrigue a todos os regimes de previdência dosservidores públicos a ter o mesmo teto do INSS”, justificou Nagamine.

Ficou de Fora

A proposta inicial do governo pretendia incluir na reforma as aposentadorias rurais e o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Porém, como se tratavam de temas polêmicos, as regras para adquirir esses benefícios permaneceram como estavam.
 

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