Cinema·23 de março de 2019

“Coisa Mais Linda”, nova série da Netflix, narra desafios femininos na década de 60

Abertura tem versão da música “Garota de Ipanema” cantada por Amy Winehouse

Por Sara RodriguesSara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.
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“Coisa Mais Linda”, a nova série da Netflix, é realmente uma coisa linda. Contando a história da paulista Maria Luiza, interpretada por Maria Casadevall, o roteiro é marcado pela demonstração de enfrentamento ao machismo no ano de 1959. 

Após ser abandonada e roubada pelo marido Pedro, Maria Luiza decide seguir o sonho de abrir o próprio restaurante no Rio de Janeiro com música ao vivo, e música brasileira de primeira qualidade: o samba, é claro, e a Bossa Nova, que dava seus primeiros passos. 

A protagonista cresceu num ambiente conservador onde aprendeu com a mãe que “marido feliz significa vida feliz”. Ela precisa começar a desconstruir isso na própria mente, e é nesse ponto que entra a luta feminista. Maria Luiza se mostra forte ao enfrentar o próprio pai. 

Ela contracena com Adélia, interpretada por Patrícia Dejesus, que ao contrário de Maria Luiza, nunca levou uma vida de glamour, mora na periferia. Considero ainda mais um exemplo de mulher forte e determinada que faz o que quer para ser feliz. 

A estética impecável mostra um Brasil verdadeiro, as cores das áreas nobres e das favelas. Mostra a alegria das rodas de samba feitas na periferia e gente de verdade. São personagens e figurantes completamente reais, sem frescuras ou muita exibição. 

A montagem de som traz calmaria e dá aquela vontade de ir para a praia tomar uma água de coco. Além de músicas conhecidas, a série tem também trilha sonora própria, que dá muito orgulho da produção brasileira. 

Mas, como nem tudo é perfeito, a abertura decepciona. Sem desmerecer Amy Winehouse cantando em inglês uma versão de “Garota de Ipanema”, isso acaba deixando com um ar menos brasileiro. É claro que o ritmo é de Bossa Nova, mas seria muito mais legal escutar a abertura na língua portuguesa. 

A série, dirigida por Caito Ortiz, é uma ótima produção brasileira para se discutir as relações conservadoras no século passado e para curtir um pouquinho do que era o Rio de Janeiro nessa época. “Coisa Mais Linda” está disponível na plataforma da Netflix.

“Coisa Mais Linda”, a nova série da Netflix, é realmente uma coisa linda. Contando a história da paulista Maria Luiza, interpretada por Maria Casadevall, o roteiro é marcado pela demonstração de enfrentamento ao machismo no ano de 1959. 

Após ser abandonada e roubada pelo marido Pedro, Maria Luiza decide seguir o sonho de abrir o próprio restaurante no Rio de Janeiro com música ao vivo, e música brasileira de primeira qualidade: o samba, é claro, e a Bossa Nova, que dava seus primeiros passos. 

A protagonista cresceu num ambiente conservador onde aprendeu com a mãe que “marido feliz significa vida feliz”. Ela precisa começar a desconstruir isso na própria mente, e é nesse ponto que entra a luta feminista. Maria Luiza se mostra forte ao enfrentar o próprio pai. 

Ela contracena com Adélia, interpretada por Patrícia Dejesus, que ao contrário de Maria Luiza, nunca levou uma vida de glamour, mora na periferia. Considero ainda mais um exemplo de mulher forte e determinada que faz o que quer para ser feliz. 

A estética impecável mostra um Brasil verdadeiro, as cores das áreas nobres e das favelas. Mostra a alegria das rodas de samba feitas na periferia e gente de verdade. São personagens e figurantes completamente reais, sem frescuras ou muita exibição. 

A montagem de som traz calmaria e dá aquela vontade de ir para a praia tomar uma água de coco. Além de músicas conhecidas, a série tem também trilha sonora própria, que dá muito orgulho da produção brasileira. 

Mas, como nem tudo é perfeito, a abertura decepciona. Sem desmerecer Amy Winehouse cantando em inglês uma versão de “Garota de Ipanema”, isso acaba deixando com um ar menos brasileiro. É claro que o ritmo é de Bossa Nova, mas seria muito mais legal escutar a abertura na língua portuguesa. 

A série, dirigida por Caito Ortiz, é uma ótima produção brasileira para se discutir as relações conservadoras no século passado e para curtir um pouquinho do que era o Rio de Janeiro nessa época. “Coisa Mais Linda” está disponível na plataforma da Netflix. 

Reportagem, Sara Rodrigues 

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Sobre a repórter

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.