Tempo de áudio -
REPÓRTER: Cerca de 50% dos tribunais brasileiros ofertam cursos abertos à população. O dado consta de pesquisa do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Servidores do Judiciário (Ceajud), divisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em 2016, os órgãos formaram 383 mil pessoas, entre servidores e cidadãos, em todas as modalidades de ensino. A maioria dos interessados aderiu ao sistema de educação a distância (EAD). Estes cursos sem tutoria capacitaram 75.128 pessoas e com tutoria 19.172. Mesmo com menos inscritos e pessoas que concluíram os cursos, a maior parte das turmas abertas por tribunais deu-se de modo presencial (550 de 894), na qual 27.931 alunos se formaram. Entre servidores, cresce a preferência por cursos jurídicos. De 2015 a 2016, houve 73.210 vagas a mais para temas judiciais, ao passo que foram abertas menos 12.983 na área de gestão. O aumento, segundo os autores da análise, pode ser atribuído à priorização de ações focadas na principal função do Judiciário: a atividade judicante. Cada vez mais, o Judiciário usa servidores como instrutores. Em 2017, o orçamento previsto para capacitação cresceu 52,6% — para R$147,6 milhões, contra R$ 96,7 milhões em 2016. A pesquisa obteve retorno de 84 dos 91 tribunais (92%) dos cinco ramos de Justiça — superior a 2016, quando 79 responderam. A Resolução n. 192/2014 prevê o envio dos dados. Foram avaliados dez tipos de ações, entre cursos, pós-graduações e palestras.
Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.