Com objetivo de mapear e traçar um diagnóstico do depoimento especial nas varas de Infância e Juventude de todo o Brasil, a diretora do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ, Maria Tereza Sadek, e o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Alexandre Takaschima, têm viajado pelo país para pesquisar técnicas e os espaços utilizados no Judiciário na tomada desse tipo de depoimentos. Juízes já adotavam o depoimento especial com base na Recomendação n. 33, de 2010, do CNJ. Na maioria dos Estados, a técnica ainda está restrita às capitais. Segundo o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Alexandre Takaschima, existe grande dificuldade de implantação do depoimento especial. Com informações obtidas pelos representantes do CNJ, será elaborado um questionário a ser encaminhado a todos os tribunais sobre os procedimentos para a tomada de depoimento das crianças e adolescentes. “O mapeamento vai permitir que o CNJ monitore a implantação do depoimento especial e estabeleça padrões mínimos de qualidade, respeitando a autonomia dos tribunais. O CNJ vai oferecer um curso gratuito sobre depoimento especial para magistrados e servidores, por meio do Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Poder Judiciário (CEAJud). No depoimento especial, a criança é ouvida em uma sala separada por um psicólogo, e a conversa é transmitida ao vivo para a sala de audiência. O juiz e defensores dirigem-se ao psicólogo para que ele possa fazer as perguntas da forma menos agressiva e mais amigável possível.
Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.