Meio Ambiente - Empresas·04 de dezembro de 2020

CNI lança guia para orientar empresas na criação de planos de adaptação à mudança do clima

A temática tem repercutido no Congresso Nacional e parlamentares avaliaram a iniciativa como positiva para o desenvolvimento da economia brasileira, de modo a preservar o meio ambiente na mesma proporção

Por Flávio MacedoFlávio Macêdo faz parte da produção de reportagem do Brasil 61 desde janeiro de 2020. Antes disso, teve passagem como freelancer pelo SBT Brasília, Prezz Comunicação e fez estágio na redação da TV Band, em Brasília.
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Com o objetivo de orientar empresas no sentido de elaborar planos de adaptação à mudança do clima e obtenção de financiamento, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou dois manuais que visam promover a evolução das companhias do setor. Intitulado “Indústria Resiliente”, um dos materiais foi criado em parceria com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), por meio do Plano Sustentabilidade.

O presidente da Câmara Ambiental da FIESC, José Lourival Magri, avalia que a iniciativa é oportuna e contribui para a ideia de sustentabilidade promovida pelo setor da indústria. Segundo ele, trata-se de uma oportunidade para as companhias enfrentarem momentos adversos que podem ocorrer com a alteração do clima.

“Hoje, mudança climática está na pauta das indústrias e faz parte de todo o processo produtivo. Em Santa Catarina, temos o plano de sustentabilidade, no qual esse item não poderia deixar de estar presente. Por isso, a FIESC resolveu juntar forças com a CNI para dar ao setor industrial uma ferramenta para melhor ter um dimensionamento dos impactos dessa variável e se adaptar, ser resiliente”, destaca Magri.

O outro manual em questão é o “Financiamento para o clima – Guia para otimização do acesso pela indústria”. O documento visa, por exemplo, criar instrumentos econômicos que possam, de forma viável, financiar e proporcionar capacidade técnica para a adoção de medidas que consolidem a economia de baixo carbono no país.

A temática tem repercutido no Congresso Nacional e parlamentares avaliaram a iniciativa como positiva para o desenvolvimento da economia brasileira, de modo a preservar o meio ambiente na mesma proporção. É o caso do deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC).

“Esses manuais são de extrema importância para esclarecer a população, os empresários, os tomadores de decisão, os representantes do povo e demais autoridades. Materiais como os dessa natureza são instrumentos de grande valor social para conscientização e promoção de políticas públicas cada vez mais engajadas na sustentabilidade do país e do mundo”, pontuou o parlamentar.

Com o lançamento dos dois guias, o setor da indústria também pretende tornar mais céleres as desapropriações ao permitir a alocação mais eficiente das responsabilidades pelas ações entre o Poder Público e os agentes privados responsáveis pela execução dos projetos de infraestrutura.

Gestão de risco

Os guias lançados pela CNI procuram adaptar a metodologia consolidada em todo o mundo à realidade da indústria brasileira. Para isso, é feita a incorporação de conceitos às ferramentas de gestão da qualidade e de risco já praticados pelo setor. A medida contribui para a criação da cultura de prevenção ao risco climático na cadeia produtiva.

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Os documentos destacam a necessidade de promover a incorporação do gerenciamento de risco climático no planejamento estratégico das companhias. Nesse caso, a orientação é de elaboração de planos empresariais de adaptação à mudança do clima. A ideia permite reduzir as perdas econômicas potenciais, aumentar a competitividade e desenvolver novos produtos, entre outros aspectos.  

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Com o lançamento dos dois guias, o setor da indústria também pretende tornar mais céleres as desapropriações ao permitir a alocação mais eficiente das responsabilidades pelas ações entre o Poder Público e os agentes privados responsáveis pela execução dos projetos de infraestrutura.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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Sobre a repórter

Flávio Macedo

Flávio Macêdo faz parte da produção de reportagem do Brasil 61 desde janeiro de 2020. Antes disso, teve passagem como freelancer pelo SBT Brasília, Prezz Comunicação e fez estágio na redação da TV Band, em Brasília.