Política·28 de junho de 2018

Ciro Gomes aposta na geração de empregos para retomada da economia, explica economista

<p>Em entrevista &agrave; reportagem, conselheiro econ&ocirc;mico do pr&eacute;-candidato falou sobre como deve ser o plano de governo de Ciro</p>

Por Agência do Rádio
Copiar texto

Em outubro deste ano, os brasileiros vão às urnas para escolher um novo presidente da República. Na eleição, a população vai decidir se aposta em um modelo econômico diferente ou se insiste em formulas já conhecidas, adotadas pelos últimos governos. Por isso, é necessário que se cobre o posicionamento econômico de todos os presidenciáveis para que se possa examinar cada uma das propostas.

Entre os pré-candidatos, o ex-ministro Ciro Gomes, do PDT, é um dos que tem assumido posição. Ciro aposta na volta do crescimento econômico com o governo retomando as obras públicas paradas e apostando na construção civil para a geração de empregos imediata e incentivando os investimentos das indústrias. Outra medida que Ciro Gomes vai implantar caso seja eleito é a cobrança de impostos proporcional à renda do cidadão.

“Tem que mudar o sistema tributário. O Brasil precisa e pode diminuir os impostos em cima do povão. O cidadão que chega em casa humilhado pelo desemprego, chega em casa e liga a energia e paga 40% de tributos e os ricos no Brasil pagam 8%. Só este país não cobra tributos sob lucros e dividendos empresariais”, afirmou o candidato.

Para por a ideia em prática, o ex-ministro tem se aconselhado com economistas, como o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Nelson Marconi.

Em entrevista à reportagem, o economista criticou a atual condução econômica que, segundo ele, não ampara as atividades voltadas para o desenvolvimento da produção e, portanto, da geração de empregos.

“Hoje, na economia brasileira, a gente sente que o que está predominando são as atividades financeiras, as atividades especulativas e não as atividades voltadas para o setor produtivo”, reprovou. Segundo ele, [é preciso mudar toda essa política. “O que nós pretendemos fazer daqui para frente vai ser pensando em facilitar o setor privado a fazer mais investimento e gerar mais emprego”.

De acordo com Nelson Marconi, o futuro governo precisa “criar condições para diminuir a taxa de juros”, o que vai baratear o custo de investimento das empresas, gerando emprego e renda. Segundo ele, o governo Ciro Gomes vai apostar também no estímulo às exportações porque com as indústrias vendendo para outros países, onde não há crise, haverá demanda e para suprir esta demanda e as indústrias terão que aumentar a produção e assim contratar mais gente.

“Tudo que a gente está pensando é orientado para fazer com que o emprego cresça e as pessoas possam ter uma vida mais feliz. Olhar e ter esperança no país”, ressaltou o economista. “O governo para conseguir fazer isso, ele precisa ser muito eficiente, reduzindo uma série de despesas com coisas supérfluas, com privilégios, reduzir tudo isso”.

Conselheiro de Ciro, o economista da FGV garante que a estratégia é gastar apenas com aquilo que melhore a infraestrutura do país, gere mais empregos e, consequentemente, a educação e a saúde da população.

Reportagem, João Paulo Machado

Últimas notícias

Dólar

Dólar fecha a R$ 4,98 nesta sexta-feira (23) antes do segundo turno das eleições

Ibovespa

Ibovespa fecha em alta de 0,76% antes do segundo turno das eleições

Loteria

Resultado da Lotofácil 3812 de hoje (23/10/2026): números sorteados

Região Sul

O TEMPO E A TEMPERATURA: A Região Sul terá pancadas de chuva, trovoadas e alerta de tempestade neste sábado (24)

Região Centro-Oeste

O TEMPO E A TEMPERATURA: Centro-Oeste tem calor e chuva isolada no com alerta de tempestade em Mato Grosso do Sul neste sábado (24)

Sobre a repórter

Agência do Rádio