Educação·13 de fevereiro de 2020

Cinco equipes do SESI vão representar o RS no principal torneio de robótica do país

Alunos de Sapucaia do Sul, Gravataí, Campo Bom, Santa Cruz do Sul e Sapiranga disputam título nacional da FLL com outros 95 times do país

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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As cinco equipes do SESI que representarão o Rio Grande do Sul no Torneio de Robótica FIRST LEGO League (FLL) já estão de malas prontas para a etapa nacional da competição, que será em São Paulo, entre os dias 6 e 8 de março. Os times de Sapucaia do Sul, Gravataí, Campo Bom, Santa Cruz do Sul e Sapiranga superaram outras 54 equipes na seletiva regional e usaram a tecnologia como ferramenta para resolver problemas do dia a dia e deixar as cidades mais inteligentes.

Uma das classificadas, a equipe “KRONOS”, do SESI de Gravataí, desenvolveu um aplicativo gratuito que vai dar mais autonomia às pessoas com deficiência visual. A plataforma “Kmob”, que estará disponível para todos os sistemas operacionais de celular, mapeia as calçadas da cidade para facilitar o trânsito desse público.

“A maior dificuldade dos deficientes visuais é de se locomover em espaços urbanos de forma autônoma, sem ajuda de alguém. Então, a gente teve a ideia de desenvolver esse aplicativo, semelhante ao Waze (aplicativo de trânsito). Ele vai avisando onde tem buraco, onde tem piso tátil, onde é acessível ou não, só que na calçada”, explica a aluna Kailane Rodrigues, de 16 anos.

Já a equipe “The Ducks”, do SESI de Sapucaia do Sul, criou o aplicativo “Conecta Sapucaia” como uma alternativa às chamadas de telefone para acionar o Corpo de Bombeiros. O objetivo é encurtar o tempo de resgate.

Segundo o estudante Kayky Samuel Souza, de 16 anos, o aplicativo permite encontrar a localização exata da pessoa, mesmo sem ela informar, por meio de georreferenciamento. O usuário pode ainda enviar uma foto ou vídeo do local para mostrar o nível da ocorrência ou pontos de referência para os bombeiros encontrarem o local. A menos de um mês da competição nacional, ele e a equipe estão prontos para o desafio. 

“Estamos preparados, ansiosos e seguros. Oportunidade única que aparece na nossa vida. Tenho orgulho de estar nessa equipe, todo mundo aqui dá tudo de si”, afirma o aluno. 

Para a gerente de Educação do SESI do Rio Grande do Sul, Sônia Bier, a participação na FLL é um estímulo para que os jovens usem a tecnologia como instrumento de mudança social. “Quando o SESI trabalha na perspectiva de fazer o torneio de robótica e o estilo STEAM como linha de condução das suas propostas pedagógicas, ele inova e mostra um ensino diferenciado em fazer educação”, pondera.

O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos de todo o país e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. Nesta semana, de 13 a 16 de fevereiro, ocorrem as últimas etapas regionais que classificam para o nacional. 

O objetivo do torneio é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens.

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O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos de todo o país e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. Nesta semana, de 13 a 16 de fevereiro, ocorrem as últimas etapas regionais que classificam para o nacional. 
O objetivo do torneio é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens.

Reportagem, Camila Costa 
 

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Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.