Saúde·05 de janeiro de 2018

CAMPO GRANDE (MS): Campo Grande e cidades vizinhas comemoram queda significativa nos casos de Dengue

<p>Mesmo com bons n&uacute;meros, popula&ccedil;&atilde;o deve seguir atenta com poss&iacute;veis focos do mosquito</p>

Por Agência do Rádio
Copiar texto

Campo Grande conseguiu diminuir os números de casos de Dengue na região. Segundo o coordenador da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais, Eliasze Guimarães, a cidade passou por um ano de epidemia, em 2016, e, agora, se encontra em uma situação controlada. Em 2017, foram 2.278 casos notificados de Dengue, quando no ano passado foram mais de 28.000. No mês de dezembro, apenas um caso da patologia foi registrado no estado inteiro. Cerca de 1.500 agentes de saúde realizam ações para conscientizar a população dos riscos das três doenças transmitidas pelo mosquito: Dengue, Zika e Chikungunya.

ÁUDIO: Acesse a versão desta notícia para emissoras de rádio

Pneus são os maiores criadouros da região, depois os recipientes descartáveis. Eliasze conta com a população para que realize buscas nas próprias casas para que os focos diminuam ainda mais. “Nós não vamos controlar o Aedes, se não houver mudança de hábito. O mosquito é estritamente urbano. É um mosquito que só se reproduz em recipientes artificiais, que são colocados pela população. Boa parte da população já tem essa consciência de que precisa cuidar do ambiente onde vive. Mas aí nós temos 10,15, 20% da população que produz o mosquito para toda a cidade.”

Morador do bairro de Estrela do Sul, em Campo Grande, Rodrigo Leite Ribeiro é motorista e funcionário público. Ele já trabalhou como agente de endemias, passando por imóveis para fiscalização de possíveis focos do mosquito na cidade. Com 35 anos e um filho, Rodrigo teve Dengue em 2014. Segundo ele, até hoje trabalha como agente, conversando com moradores para que ajudem no combate ao mosquito.

O funcionário público diz também que não basta somente o governo fazer a parte dele, a população também tem papel fundamental nessa ação.“Cada um tem que fazer a sua parte. A partir do momento que você começa a cuidar da sua casa, do seu comércio, se você tem um terreno baldio que você não está ocupando, mas tem de ter um cuidado de estar vistoriando, cuidando, cada um fazendo sua parte, como se fala, não vai ser um pequeno mosquito que vai criar tanto transtorno, né? Mas acho, assim, cada um tem que fazer sua parte, o poder público faz a dela, mas a principal é a população. Que é cuidar do seu terreno, que é o principal para poder dar um jeito nesse mosquito.”

Faça parte dessa luta e não deixe que o mosquito se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas de água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também. Lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida e o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Agência do Rádio