Saúde·17 de agosto de 2020

Cabines e túneis de desinfecção podem representar risco à saúde pública, acredita Conselho Federal de Química

Segundo órgão, estruturas que já estão presentes em grandes cidades do país poderiam causar cegueira; irritação da pele, reações alérgicas e até edema pulmonar estão entre os riscos

Por Felipe MouraFormado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.
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De acordo com o Conselho Federal de Química (CFQ), as cabines e túneis de desinfecção representam risco à saúde pública. O órgão aponta que ainda não há comprovação científica da eficácia de seu uso para combate ao novo coronavírus e que os equipamentos podem causar danos à saúde. 

Desde o início da pandemia, tem sido cada vez mais comum vê-los espalhados no sistema de transporte público, em hospitais e até na entrada de empresas, por exemplo. No entanto, de acordo com o CFQ, os túneis e cabines de desinfecção podem irritar a pele e as vias aéreas. Um dos produtos usados nesses locais, o digluconato de clorexidina a 0,2%, é uma substância altamente irritante aos olhos, que pode levar à cegueira. 

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O órgão ainda recomenda que a população não se exponha a tais dispositivos de desinfecção. Em maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia afirmado que “faltam evidências científicas” de que o uso dessas estruturas é eficaz como medida preventiva contra a Covid-19. Além disso, a entidade alertou para os danos e efeitos adversos que a exposição a elas podem causar à saúde. 

 De acordo com o Conselho Federal de Química (CFQ), as cabines e túneis de desinfecção representam risco à saúde pública. O órgão aponta que ainda não há comprovação científica da eficácia de seu uso para combate ao novo coronavírus e que os equipamentos podem causar danos à saúde. 

Desde o início da pandemia, tem sido cada vez mais comum vê-los espalhados no sistema de transporte público, em hospitais e até na entrada de empresas, por exemplo. No entanto, de acordo com o CFQ, os túneis e cabines de desinfecção podem irritar a pele e as vias aéreas. Um dos produtos usados nesses locais, o digluconato de clorexidina a 0,2%, é uma substância altamente irritante aos olhos, que pode levar à cegueira. 

O órgão ainda recomenda que a população não se exponha a tais dispositivos de desinfecção. Em maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia afirmado que “faltam evidências científicas” de que o uso dessas estruturas é eficaz como medida preventiva contra a Covid-19. Além disso, a entidade alertou para os danos e efeitos adversos que a exposição a elas podem causar à saúde. 

Reportagem, Felipe Moura. 

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Sobre a repórter

Felipe Moura

Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.