Brasil·27 de agosto de 2018

Burocracia impede manutenção nas rodovias do Espírito Santo

<p>Engenheiro defende uso de hidrovias e ferrovias como forma de melhorar a infraestrutura rodovi&aacute;ria</p>

Por Agência do Rádio
Áudio · 00:02:15
Ouvir áudio · 00:02:15Copiar texto

A alta demanda de manutenção e construção de rodovias leva à discussão sobre a necessidade de parcerias público-privadas (PPPs) na área de infraestrutura. No Espírito Santo, a diferença na qualidade da BR-101, concedida à iniciativa privada, e das demais rodovias sob responsabilidade exclusiva do governo é notada pelos motoristas.

Prova disso é que um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) classificou, no Espírito Santo, apenas a rodovia privatizada como boa, enquanto os outros trechos analisados receberam avaliação regular, ruim ou péssima.

De acordo com o coordenador de engenharia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) do Espírito Santo, Renan Guzzo, já existem estudos internos que mostram a demanda do estado por duplicação de vias e outras reformas estruturais.

Além disso, o engenheiro acredita ainda que a integração dos modais, especialmente hidroviário e ferroviário, deve ser prioridade para escoar, por exemplo, a produção agrícola.

“Eu não preciso chegar com estrada de ferro lá próximo ao produtor da zona rural, mas eu tenho que dar condições dele, através de um modal rodoviário, por exemplo, de ter uma estação ferroviária que eu consigo fazer o transbordo dessa carga. Às vezes, a burocracia interna no sistema do governo federal impede que a gente consiga implantar inovações.”

Em ano eleitoral, presidenciáveis já se posicionaram sobre propostas para aumentar os investimentos em infraestrutura. O candidato ao Planalto pelo MDB, Henrique Meirelles, apontou a extensa possibilidade hidroviária do país para movimentar a economia.

“Temos que explorar também a grande vantagem do Brasil que é a hidrovia que é o sistema mais barato que existe de transporte. Algumas obras pontuais, por exemplo, eliminando algumas rochas no Tocantins, Araguaia pode viabilizar o grande escoamento de toda essa região”.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, disse que é preciso aumentar o investimento estatal na área, que hoje corresponde a apenas 2% do PIB. Já Marina Silva, da Rede, defende um projeto econômico que esteja atento às mudanças nas formas de produção mundial.

Reportagem, Clara Sasse

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Agência do Rádio