Saúde·04 de janeiro de 2018

BRASÍLIA (DF): Casos de Dengue tipo 2 aumentam no DF

<p>Popula&ccedil;&atilde;o deve ficar atenta para evitar contato com o v&iacute;rus.</p>

Por Agência do Rádio
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Em abril de 2017, a secretária Denise Borges foi acometida pela Chikungunya. Casada e mãe de dois filhos, a moradora do Cruzeiro Velho começou a sentir dores no corpo, dor de cabeça e febre alta. Dengue foi o resultado do primeiro diagnóstico. Denise ficou de atestado por sete dias, mas com o agravamento dos sintomas e o aparecimento de pequenas manchas vermelhas no corpo, precisou voltou ao hospital. Após repetir os exames, foi constatada a Chikungunya.

“Você sente muita dor no corpo, você não tem vontade de comer nada. É uma dor assim, que eu não desejo pra ninguém, porque é muito ruim mesmo. Só quem já passou sabe, e não quer nunca mais ter isso”, relata a secretária.

ÁUDIO: Acesse a versão desta notícia para emissoras de rádio

De acordo com o diretor de Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Denilson Magalhães, em 2016, foram registrados 335 casos de Zika no DF. No ano passado, esse número caiu para 63.

Em relação à Chikungunya, em 2016 foram registrados 392 casos e, em 2017, 119. Essa redução também foi observada nos casos de Dengue tipo 1.

Entretanto, o diretor afirma que aumentou a circulação do vírus da Dengue tipo 2: “A gente observou que esse ano, nós tivemos um número bem maior de Dengue tipo 2 circulando no Distrito Federal, em relação ao ano passado. Esse é um número que nos deixa mais preocupado porque a Dengue tipo 2, ela pode evoluir na forma mais grave da doença, né? O que os estudos apontam pra gente é que, a partir do momento que você adquire o vírus tipo 1, você cria imunidade pra ele. Se você voltar a ter Dengue, você pode ter o tipo 2, 3 ou 4”.

O diretor de Vigilância Ambiental em Saúde explica que o principal trabalho da Secretaria é conscientizar a população sobre a importância de não deixar que o mosquito nasça. Essa é a melhor forma de evitar as doenças transmitidas pelo vetor. Para isso, é importante que cada um faça a sua parte e fiscalize possíveis criadouros.

“Nós recomendamos que a população tire, pelo menos uma vez por semana, dez minutos do seu tempo para fazer inspeção do seu domicílio. Olhar a calha, olhar se não tem cesto de lixo aberto acumulando água. Se tem algum balde, algum recipiente acumulando água. Se a caixa d’água está bem vedada, se está bem fechada. Vasos de planta, principalmente os pratos de planta, se eles estão com areia. Essa é a recomendação que nós estamos fazendo. E que toda população precisa se envolver e participar dessa grande mobilização de enfrentamento ao Aedes”, destaca.

Lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

#combateaedes

 

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