Um novo equipamento com tecnologia de ponta tem ajudado os pacientes do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad, localizado no Rio de Janeiro. A impressora 3D, que foi doada por um profissional ligado a NASA, a Agência Espacial dos Estados Unidos, já auxiliou em três cirurgias de ombro, no âmbito do Sistema Único de Saúde, o SUS. Por meio dela, é possível gerar moldes e guias para que os médicos tenham mais precisão na hora de colocar as próteses. O aposentado Adiel Bernardo da Silva, de 81 anos, foi o primeiro no país a fazer a cirurgia.
"Foi essa máquina nova, que chegou ao hospital através de doação... e uma máquina em tecnologia de ponta e em 3D."
De acordo com o cirurgião-chefe do Instituto, Geraldo Motta, o processo tem muitas vantagens, como resultados melhores, precisão cirúrgica, além de ser menos agressivo para o paciente.
"Ela veio utilizar-se dessas informações que a gente tem, e que até hoje a gente interpretava a partir dos nossos olhos, no desenvolvimento de um software, este software gera informações, essas informações vão gerar um guia, para que você possa determinar o correto posicionamento de uma prótese de substituição articular. Você agride menos o doente, o tempo cirúrgico é menor, tem menos chances de ter que fazer uma transfusão sanguínea, ele fica menos tempo internado e assim sucessivamente."
O Instituto de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad, que é considerado referência no SUS, pretende confeccionar órteses para amputados, principalmente dos membros superiores, também com a impressão 3D.
Reportagem, Cintia Moreira.