Política·13 de novembro de 2018

Bolsonaro retoma agenda de transição em Brasília

<p>Al&eacute;m de encontros com futuros ministros e audi&ecirc;ncias no Judici&aacute;rio, presidente eleito ter&aacute; que prestar esclarecimentos ao TSE sobre falhas na presta&ccedil;&atilde;o de contas de campanha</p>

Por Agência do Rádio
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O presidente eleito, Jair Bolsonaro, segue a agenda de preparação para sua posse, em janeiro. Nesta terça-feira, Bolsonaro tem um dia marcado por reuniões, em Brasília. Essa é a segunda ida do presidente eleito para a capital.

Acompanhado do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e do deputado Hélio Bolsonaro, o presidente eleito embarcou para se reunir com a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), que será a ministra da Agricultura em sua gestão. Bolsonaro também participará de três audiências, com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Batista, e com o José Coelho Ferreira, presidente do Superior Tribunal Militar.Para amanhã, o presidente eleito afirmou ter marcado “um café” com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, além de rever colegas da casa em que frequentou por mais de 20 anos.
Apesar da agenda cheia, Bolsonaro e sua equipe terão que prestar esclarecimentos ao Tribunal Superior Eleitoral. Isso porque a Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) apresentou um relatório com possíveis irregularidade e indícios de omissão de gastos na campanha na prestação de contas de Bolsonaro. O TSE deu um prazo de 72 horas para que a documentação, complemento de dados e possíveis esclarecimentos sejam apresentados.

Ao todo, foram identificadas 23 falhas, que variam de indícios de recebimento indireto de doações de fontes vedadas, falta de detalhes na contratação de empresas e comprovação da prestação de serviços, chegando até a informações distintas sobre dados de doadores constantes.

Outro ponto é a de que a prestação de contas do presidente eleito informa doações às campanhas de seus filhos, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que somam R$ 345 mil, porém não há dados que informem a origem das doações. A equipe de Bolsonaro afirmou que responderá os questionamentos dentro do prazo.

Reportagem, Raphael Costa
 

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