O presidente eleito, Jair Bolsonaro, segue a agenda de preparação para sua posse, em janeiro. Nesta terça-feira, Bolsonaro tem um dia marcado por reuniões, em Brasília. Essa é a segunda ida do presidente eleito para a capital.
Acompanhado do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e do deputado Hélio Bolsonaro, o presidente eleito embarcou para se reunir com a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), que será a ministra da Agricultura em sua gestão. Bolsonaro também participará de três audiências, com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Batista, e com o José Coelho Ferreira, presidente do Superior Tribunal Militar.
Apesar da agenda cheia, Bolsonaro e sua equipe terão que prestar esclarecimentos ao Tribunal Superior Eleitoral. Isso porque a Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) apresentou um relatório com possíveis irregularidade e indícios de omissão de gastos na campanha na prestação de contas de Bolsonaro. O TSE deu um prazo de 72 horas para que a documentação, complemento de dados e possíveis esclarecimentos sejam apresentados.
Ao todo, foram identificadas 23 falhas, que variam de indícios de recebimento indireto de doações de fontes vedadas, falta de detalhes na contratação de empresas e comprovação da prestação de serviços, chegando até a informações distintas sobre dados de doadores constantes.
Outro ponto é a de que a prestação de contas do presidente eleito informa doações às campanhas de seus filhos, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que somam R$ 345 mil, porém não há dados que informem a origem das doações. A equipe de Bolsonaro afirmou que responderá os questionamentos dentro do prazo.
Reportagem, Raphael Costa