Política·28 de junho de 2018

Bolsonaro critica Raquel Dodge e “cutuca” Jean Wyllys durante entrevista

<p>Bolsonaro se mostrou mais uma vez contr&aacute;rio &agrave;s escolas que discutem quest&otilde;es de g&ecirc;neros em sala de aula</p>

Por Agência do Rádio
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Por Cristiano CarlosJair Bolsonaro criticou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e voltou a “cutucar” o seu desafeto, o deputado federal Jean Wyllys, do PSOL, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (28).

O pré-candidato do PSL à Presidência da República esteve em Fortaleza, onde participou de encontros com apoiadores e empresários cearenses.

Durante entrevista coletiva, Bolsonaro criticou a posição da procuradora-geral da República, que não foi a favor da implantação do voto impresso nas eleições deste ano. Bolsonaro questionou a posição da chefe da PGR dizendo não saber o que ela teria na cabeça para não apoiar a mudança na forma de votação.

“A senhora Raquel Dodge, chefe do MP, ela pediu o fim do voto secreto (impresso), com argumento de que a impressão do voto compromete a lisura e a segurança das eleições. Eu não sei o que tem na cabeça dela ou do aspone dela que escreveu isso aí. Eu acho que pior do que o fim do voto impresso não existe”, disse.

Em outra parte da entrevista, Bolsonaro se mostrou mais uma vez contrário às escolas que discutem questões de gêneros em sala de aula. Além disso, o pré-candidato do PSL afirmou que as uniões homoafetivas devem ser manifestadas apenas no íntimo dos lares.

Bolsonaro aproveitou também para “cutucar” o seu desafeto, o deputado Federal Jean Wyllys, do PSOL fluminense, defensor das causas LGBTI+ no Congresso Nacional.

“A minha bronca, a minha briga, e vai continuar sendo, foi o material escolar. Nós somos pais, mães, a gente não quer encontrar um filho nosso em casa, ou neto, brincando de boneca por influência da escola. Ninguém é contra dois homens, duas mulheres de viverem em seus apartamentos, suas casas, suas fazendas e ser felizes. Ninguém é contra a isso não. Agora, se o cara quer se casar é outra história. Manda o Jean Wyllys apresentar uma proposta de Emenda à Constituição, se for aprovada, o casamento entre pares, todo mundo será obrigado a aceitar a partir daí”, criticou.

Bolsonaro tentou dar clima de descontração ao assunto e brincou com os jornalistas presentes perguntando se teria entre eles alguém interessado em se casar com o pré-candidato.

“Do casamento gay, o pessoal ficou empolgado agora aí. Alguém quer casar comigo aí?”, disse e.

De acordo com pesquisa CNI/IBOPE, publicada nesta quinta-feira (28), Jair Bolsonaro e Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, disputariam o segundo turno das eleições. Se o pleito fosse realizado hoje, Bolsonaro teria 17% da preferência do eleitorado e Marina 13%. Ciro Gomes, do PDT, aparece em terceiro lugar, com 8%.

Este cenário não conta com o nome do ex-presidente Lula e o formato é o estimulado, ou seja, quando é apresentada ao entrevistado uma lista com os nomes dos pré-candidatos.

#Eleições2018

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