Saúde·15 de janeiro de 2018

BOLETIM DA SAÚDE: Situação da febre amarela no Brasil e nova estratégia para vacinação contra a doença

<p>O Boletim da Sa&uacute;de destaca a atualiza&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o da febre amarela no Brasil. Al&eacute;m disso, apresenta o caso de um menino de cinco anos que p&ocirc;de sair do hospital pela primeira vez, para ser tratado em casa. Encerra falando sobre a readequa&ccedil;&atilde;o do valor da tabela de procedimentos de quimioterapia para Leucemia proposto pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.

 

LOC EDMAR: Olá vocês que nos acompanham em mais um Boletim da Saúde. O programa de hoje vai continuar mostrando as ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde para toda a população brasileira. Eu sou Edmar Soares e a partir de agora a Débora Rocha apresenta os destaques desta semana.

 

LOC DÉBORA: Olá Edmar. Neste programa vamos apresentar a readequação do valor da tabela de procedimentos de quimioterapia para Leucemia proposto pelo Ministério da Saúde. Além disso, vamos falar sobre o caso de um menino de cinco anos, em Santa Catarina, que pôde sair do hospital pela primeira vez, para ser tratado em casa. O destaque da semana é que o Ministério da Saúde atualizou a situação da febre amarela no Brasil e anunciou uma nova estratégia para vacinação em alguns estados. E para falar sobre este assunto, o repórter Janary Damacena está aqui no estúdio, com mais informações.

 

LOC JANARY: É isso mesmo Débora, o Ministério da Saúde anunciou que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia devem vacinar contra a febre amarela cerca de 19 milhões e 700 mil pessoas, que vivem em 75 municípios desses estados. Para esta campanha, além de doses padrão, também serão usadas doses fracionadas, como explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

  

“É uma medida que visa dar cobertura vacinal a população brasileira de áreas onde não circulava o vírus. Então quando a gente identifica o macaco com febre amarela, temos que dar cobertura vacinal a população que está no entorno. Como são áreas de grande número de habitantes, nós fracionamos a vacina para garantir cobertura rápida em pouco espaço de tempo”.

 

LOC JANARY: A adoção de doses fracionadas é uma medida temporária e específica para estas regiões de grande densidade populacional. Então, Débora, não se trata de economia. É o que afirma a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.

“O Ministério também apoiará com o envio de 54 milhões de reais aos estados para organizar esta campanha de vacinação. Ainda enviando todas as seringas e as etiquetas que serão utilizados. Portanto, nós estamos falando de manutenção da qualidade de vida da população, protegendo o maior número de pessoas”.

 

LOC DÉBORA: Muito obrigada pelas informações Janary. E vale ressaltar que a estratégia de fracionamento da vacina contra a febre amarela  é recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Ao todo, 15 milhões de pessoas serão imunizadas com a dose fracionada e outras 4 milhões e 700 mil com a dose padrão. A campanha vai de 3 a 24 de fevereiro, em São Paulo e de 19 de fevereiro a 9 de março, no Rio de Janeiro  e na Bahia.

 

LOC EDMAR : E vamos seguir o nosso giro de notícias, destacando que o valor da tabela de procedimentos de quimioterapia para Leucemia Linfóide/Lifoblástica Aguda será readequado pelo Ministério da Saúde. O novo modelo será dividido por fases e vai permitir o retorno da responsabilidade aos hospitais oncológicos pela compra do medicamento. A repórter Luiza Tiné é quem tem mais detalhes sobre o assunto.


LOC LUIZA: Como você citou, Edmar, com o novo modelo, o pagamento será correspondente a cada etapa do tratamento, que geralmente é mais caro nas fases iniciais. Atualmente, o Ministério da Saúde repassa todo mês um valor médio da quimioterapia dos pacientes, que dura cerca de três anos. Nessa semana, durante reunião entre técnicos do Ministério da Saúde e entidades de referência em oncologia, o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Renato Teixeira, explicou pontos importantes sobre o pregão de registro de preço de compra de medicamentos. Vamos ouvir:

“Decidimos de forma consensual que seria solicitado à empresa vencedora, do certame de menor preço, a declaração da autoridade sanitária competente do país de origem - que é o registro sanitário; o certificado de boas práticas e os itens que atenderiam tanto ao Tribunal de Contas da União (TCU) quanto ao Ministério Público sobre as recomendações. E também as necessidades que elencamos como necessárias para que desse segurança ao paciente”.


LOC LUIZA: Edmar a partir de agora, o cálculo para esse novo modelo leva em conta o valor dos medicamentos utilizados e o custo do atendimento realizado.


LOC EDMAR: Muito obrigado pela sua participação Luiza Tiné. E antes de finalizar nosso programa, vamos contar a história emocionante do menino Alexander, de cinco anos, que vive em Blumenau, Santa Catarina.  Ele nasceu com Atrofia Muscular Espinhal, uma doença neuromuscular degenerativa que provoca fraqueza e atrofia muscular. Por precisar de cuidados especiais, o pequeno passou todos os seus aniversários dentro de uma Unidade de Tratamento Intensivo.   Mas em dezembro do ano passado, Alexander teve a chance de sair do hospital e continuar o tratamento junto da família. E isso só foi possível graças ao programa Melhor Em Casa, oferecido pelo Ministério da Saúde. O coordenador do serviço de Atenção Domiciliar do município de Blumenau, em Santa Catarina, explica como foi a adaptação de Alexander ao tratamento domiciliar:

 

 

 

 

“Não houve nenhuma mudança em relação à condição em que ele estava na UTI assistida. A condição de saúde dele, nesse momento, é positiva também. Não houve nenhuma mudança no quadro e isso para a criança a gente percebe algo muito positivo por ele estar desospitalizado, dentro do ambiente de casa, junto da família”.


LOC DÉBORA: É Edmar, e depois de tantos anos passando dificuldades para ver om filho, quem está mais feliz com essa mudança é a mãe, Janice Westphal. Ela conversou conosco e conta como foi à chegada do filho em casa. 

 

 

 

 

“Para a gente foi uma surpresa porque desde o primeiro dia de vida dele o hospital sempre falou que ele seria uma criança que não teria a possibilidade de vir (para casa) porque ele precisava de um cuidado de UTI. O que a gente mais queria era ter ele em casa, mas ao mesmo tempo a gente tinha medo desses cuidados como seriam né? Então, para mim, não tem recompensa melhor do que ter o Alexander em casa, é uma vida nova. A gente abriu mão de tudo para ter ele em casa. Hoje o resumo da nossa vida é felicidade!”

LOC DÉBORA: Chegou o momento de nos despedirmos e encerrar o programa desta semana. Obrigado a você que nos acompanhou em mais esta edição do Boletim da Saúde. Lembrando que para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Até o próximo programa, Edmar!

LOC EDMAR: Valeu, Débora, até o próximo boletim! E uma ótima semana para você e para todos os ouvintes que acompanham as ações do Ministério da Saúde pelo Brasil.

 

ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Edmar Soares. Reportagem Janary Damacena e Luiza Tiné. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.

 

 

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