Olá, ouvintes do Boletim da Saúde. Muito bem-vindos a mais nova edição do nosso programa que leva para você e sua família as notícias mais importantes sobre saúde pública. Eu sou Débora Rocha e é um prazer estar aqui no estúdio com minha colega Aline do Valle, que é quem vai apresentar os destaques para esta semana! Fala aí Aline, o que vamos ouvir hoje?
Olá Débora e todos que estão acompanhando nosso programa! Neste Boletim, aproveitamos o Novembro Azul para reforçar a importância da prevenir o câncer de próstata. Também falamos às futuras mamães: vamos explicar o papel das contrações no trabalho de parto e dar dicas para que elas saibam o momento certo de ir para o hospital. Além disso, ajudaremos os ouvintes a entenderem os hábitos do mosquito da Dengue – o Aedes Aegypti – para estarem preparados contra essa ameaça especialmente no período de chuvas. E, por fim, daremos um recado especial para moradores da região Amazônica que serão abastecidos com um mosquiteiro especial que auxilia no combate à Malária. Nosso repórter Pedro Paulo Souza já está no estúdio para falar de uma medida valiosa para prevenir o câncer de próstata.
Exatamente Aline! Nós conversamos com o chefe do serviço de Urologia do Instituto Nacional do Câncer, Franz Campos, para entender mais a respeito das medidas de prevenção desse câncer que até 2019 deve somar 68 mil novos casos. E descobrimos que o segredo da prevenção está em hábitos simples. Vamos ouvir o especialista.
“Para evitar o câncer de próstata, a gente sempre repete, vida saudável, alimentação balanceada, exercícios físicos e evitar engordar. A obesidade hoje, já é sabida, que com as complicações naturais como aumento de colesterol, como aumento das taxas glicêmicas levando à diabetes, essa descompensação é um fator predisponente para o câncer de próstata”.
Dados do INCA apontam que o câncer de próstata é um dos tipos mais frequentes da doença que atinge os homens por todo o país. Neste ano, o Ministério da Saúde irá trabalhar o tema ‘Homem, da infância à velhice, cuide de sua saúde, de novembro a novembro’. E já está no ar, página exclusiva voltada à Saúde do Homem saúde.gov.br/saudedohomem.
Obrigada pelas informações, Pedro. Agora seguimos o nosso resumo semanal para lembrar a você que nos ouve que a partir de novembro os casos de Dengue começam a ser mais frequentes – isso porque, em grande parte do país esta é a época das chuvas. Por isso, a atenção ao combate aos focos do mosquito Ades Aegypti – quem transmite o vírus – é fundamental. A repórter Patrícia Coelho traz mais detalhes. Olá, Patrícia.
Olá Débora, olá aos ouvintes. Olha, o primeiro passo para derrotar a ameaça da Dengue é evitar o acúmulo de água parada não apenas em baldes e pneus, como estamos acostumados. Afinal, de acordo com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária, Dengue, Zika e Chikungunya do Ministério da Saúde, Divino Valero, o mosquito toma proveito de todo e qualquer tipo de lixo.
“Tudo que nós descartamos o Aedes faz dele uma maternidade. Por isso que não tem um rotulozinho que diz é esse depósito (por exemplo, o pratinho). São todo e qualquer depósito que tenha ou que possa conter água. Por quê? Porque na biologia do inseto, os ovos do mosquito conseguem sobreviver (ficar prontos pra eclodir) até 450 dias no período seco. Então ele pode desovar agora, não tem chuva, aí aquele objeto que tá ali (seja uma lata, um balde, uma bacia...qualquer coisa que está ali) e o mosquito desovou ali, você despreza [afinal] “não tem água...” Na verdade, nas primeiras chuvas, ele solta da parede pela umidade, cai na água, eclode”.
Depois que os ovos eclodem e o mosquito alcança a fase adulta, o risco de contaminação é iminente. Por isso, o ideal é observar com frequência se há formação de larvas nos recipientes já citados. E essa tarefa não deve ser apenas dos agentes de saúde. É o que ressalta Divino.
“O pais tem mais de 80 milhos de imóveis. E se gente não conseguir o envolvimento da população reduzindo as possibilidades e as probabilidades de que na casa de cada cidadão se torne uma maternidade. Se cada cidadão não incorporar essa cultura dele mesmo inspecionar, tirar 10m do seu tempo –verificar o imóvel, ajudar na diminuição população do mosquito, só as ações só depender do Ministério da Saúde embora elas estejam corretas tecnicamente – elas são insuficientes pra fazer a cobertura nesse total de imóveis que a gente tem no país. Por isso que a gente defende que cada cidadão deve se tronar agente de saúde. Então a gente vai sair de um universo de 60 mil agentes profissionais pagos pelo sistema pra 200 milhões de agentes de saúde contra esse mal que afeta o Brasil e a maioria dos países da América Latina”.
LOC PATRÍCIA: O Aedes Aegypti é capaz de transmitir quatro tipos de Dengue além de Zika e Chikungunya.
E a gente encerra o programa falando de mais uma inciativa de combate à malária. A partir do mês deste mês, o Ministério da Saúde vai distribuir para a Região Amazônica 300 mil mosquiteiros impregnados com inseticidas de longa duração (MILD) como estratégia complementar ao combate à malária. E convidamos o repórter Carlos Américo para trazer mais informações a respeito do assunto. A ação visa atender emergencialmente 364,5 mil pessoas de 34 municípios prioritários nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima e de nove Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) que concentram cerca de 80% dos casos de malária do Brasil. Os mosquiteiros possuem um diferencial, como explica o coordenador substituto dos Programas Nacionais de Malária e Dengue do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.
“ Na verdade, esse mosquiteiro, além de ser uma barreira física – como todos os mosquiteiros que a gente tem hoje são – ele tem inseticida. Então além da barreira física ele dá uma proteção para todos em volta. Porque o mosquito ao entrar em contato com o mosquiteiro, morre”.
Outro passo importante para a prevenção da Malária é reduzir o número de pessoas doentes. O especialista Cássio Peterka explica a razão.
“A única forma do mosquito pegar o agente transmissor da Malária é picando uma pessoa doente. Então se eu não tiver pessoas doentes naquela região, naquela área, naquela localidade os mosquitos podem picar a vontade, porque não tem o agente que causa a Malária que é o Plasmodium”.
Se você quer saber se sua casa vai receber o mosquiteiro, basta entrar em contato com o serviço de saúde mais próximo. O material será por agentes de endemias nos domicílios selecionados de acordo com o número de casos das regiões atendidas. Os mosquiteiros precisam ser lavados a cada três meses, conforme marcação do calendário que acompanha o mosquiteiro. Para secar, deixe-o na sombra e não estenda em locais que possam ocasionar furos.
Obrigada Carlos. E nosso boletim fica por aqui. Quer saber mais sobre algum tema do nosso programa? Então acesse nossa playlist em SoundCloud.com/ministeriodasaude. Muito obrigada pela audiência e obrigada pela companhia Débora. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem.E para continuar acompanhando outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa Débora!