SINOPSE:
No Boletim da Saúde desta semana vamos dar uma série de dicas importantes sobre as condições mínimas de segurança para transporte de crianças menores de dez anos em carros e outros veículos. E fechamos nosso boletim explicando um pouco sobre os acidentes causados por picada de cobras venenosas.
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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.
LOC JANARY: Olá, ouvintes do Boletim da Saúde. Sejam todos muito bem vindos ao nosso programa. Eu sou Janary Damacena e vou apresentar as notícias mais relevantes sobre saúde pública! E a edição desta semana traz informações que servem para ajudar você, ouvinte, a ter maior qualidade de vida. Talvez nem todas as notícias sejam direcionada para você, mas tenho certeza de que pelo menos alguém perto de você precisa saber dessas notícias. E quem está no estúdio aqui comigo é a minha querida amiga Debora Rocha, que vai nos trazer os destaques dessa edição. Então Débora, quais são as principais notícias para essa semana?
LOC DEBORA: Olá Janary e ouvintes. Para o programa de hoje vamos dar uma série de dicas importantes sobre as condições mínimas de segurança para transporte de crianças menores de dez anos em carros e outros veículos.E para abrir o nosso programa vamos começar falando sobre os acidentes causados por picada de cobras venenosas. Para isso nós vamos chamar o jornalista Pedro Paulo Sousa, que fez uma reportagem especial sobre o assunto. Então Pedro, o que podemos falar a respeito desse tema?
LOC PEDRO:Os ataques causados por picada de cobras venenosas matam cerca de 140 mil pessoas por ano, em todo o mundo. Além disso, 400 mil pessoas ficam permanentemente incapacitadas ou desfiguradas ao serem picadas por esses animais. Então, Débora, saber como agir da forma mais correta nesses casos pode ajudar a salvar vidas. Portanto, fique atento às dicas da Fan Huí Wen “FÉN RUI WHEN”, que é membro da equipe do Instituto Butantã.
“A primeira medida que se recomenda é lavar bem a região com água e sabão. Se a pessoa está no campo isso provavelmente vai evitar uma possível infecção no local. Deixar o membro - no caso a perna ou braço uma posição confortável. Procurar o atendimento de saúde mais rápido possível. Não fazer medidas caseiras para tentar retardar a ação do veneno como amarrar, como chupar, como cortar o local da picada, passar substâncias – pomadas, plantas no local”.
LOC PEDRO: Também é importante que, ao chegar no serviço de saúde, a pessoa ferida por uma cobra venenosa seja avaliada por profissionais. A partir dessa avaliação é que será indicada a necessidade ou não do soro antiofídico – medicamento que reverte os efeitos do veneno e farão o encaminhamento adequado. Mas a prevenção ainda é a melhor forma de escapar dos efeitos do envenenamento por picadas, como explica Fan.
“Muitas vezes o acidente ocorre naquele momento da penumbra, no final da tarde. Então sempre uma atenção redobrada sobre o local onde a pessoa vai caminhar ou colocar a mão. Evitar a proximidade de roedores. As cobras comem roedores, ratos. Sempre manter a área em volta da casa limpa, sem restos de comida, para não atrair roedores que podem eventualmente atrair as cobras”.
LOC JANARY: Essas são dicas muito importantes mesmo. Muito obrigado pelas informações Pedro. E se você vive ou trabalha próximo a matas ou locais com registro de cobras, use botas e luvas ao sair. No Brasil, a maioria dos casos envolve Jararacas, Cascavéis, Surucucus Bico-de-Jaca e Corais.
LOC DEBORA: Então vamos seguir com as notícias do nosso Boletim, e passar para as recomendações sobre a segurança mínima para o transporte de crianças menores de dez anos em carros e outros veículos. Quem tem mais detalhes é a repórter Aline do Valle. Conta pra gente Aline, o que é preciso para dar conforto e proteção às nossas crianças?
LOC ALINE: Para proteger as crianças e evitar mortes por acidentes no trânsito, é simples Débora. Basta seguir a lei da cadeirinha, criada há dez anos e que estabeleceu padrões de segurança. Ela estabelece que para cada idade existe um dispositivo correspondente: o bebê-conforto, a cadeirinha e o assento de elevação. Quem nos explica melhor a diferença entre eles é o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, Glauber Peixoto.
“Desde o nascimento até o primeiro ano de vida, ela [a criança] é transportada no bebê-conforto. Esse dispositivo fica de costas para o painel do veículo segurando a criança tanto pelo cinto próprio de cinco pontos, além do cinto de segurança do próprio veículo. De um a quatro anos a criança passa a utilizar a cadeirinha, que já fica presa pelo cinto de segurança, também tem o cinto próprio no dispositivo já de frente para o painel do veículo”.
LOC ALINE: E se você ficou com dúvidas sobre o uso de cadeirinha no carro para as crianças após quatro anos de idade, o Glauber Peixoto completa a explicação.
“De quatro anos a sete anos e meio a criança utiliza o assento de elevação, também conhecido como ‘Buster’. Esse dispositivo eleva a criança para que cinto de segurança não fique na altura do pescoço. E também a parte sub-abdominal do cinto de segurança, através de um as alças laterais dispositivo permanente na altura da pélvis, para que em caso de impactos frontais a criança tenha um pouco mais segurança mesmo ainda estando no estágio de desenvolvimento”.
LOC ALINE: A partir dos sete anos e meio até completar dez anos, a criança não precisa mais usar cadeirinha nem qualquer outro dispositivo, mas com essa idade só é permitido ficar no banco traseiro, ou seja, a criança ainda não pode usar o banco da frente. Só a partir dos dez anos em diante é que a criança pode seguir no banco da frente. Em todos os casos ainda é obrigatório usar o cinto de segurança. Mas nem sempre é possível se basear apenas pela idade, é importante bom senso, como explica o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do DF, Glauber Peixoto.
“Como regra, nós temos a idade, mas nós temos algumas exceções ligadas ao peso da criança quando ela é muito pequena ou da estatura quando ela [criança] já está na fase final do uso dos dispositivos, sempre se baseando na estatura mínima de um metro e quarenta e cinco por conta da porcentagem do cinto ficar no pescoço dela. Caso a família tenha mais de três crianças e vai precisar transportar quarta criança no banco da frente, em se tratando de um carro de passeio, por exemplo, essa quarta criança tem que ser a de maior estatura e não necessariamente a mais velha das quatro”.
LOC JANARY: Muito obrigado pelas informações e dicas Aline. Também é importante a gente lembrar que não obedecer a lei é considerado uma infração gravíssima e prevê multa, perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e a retenção do veículo até que a irregularidade seja resolvida.E com essa notícia, nós ficamos por aqui. Muito obrigado pela audiência e obrigado pela companhia Debora. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem.
LOC DEBORA:E para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa Edmar!
ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Janary Damacena. Reportagem: Aline do Valle e Pedro Paulo Sousa. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Ministério da Saúde.