TEC/SONORA: Carla Mendes
“Olá Raphael, olá ouvintes.”
LOC.: Carla, é verdade que a safra de açúcar de 2019-2020 pode ser antecipada por conta do clima e dos prêmios do etanol, está certo?
TEC/SONORA: Carla Mendes
“Pode sim. Com essas três milhões de toneladas já fixadas, essa nova safra 2019-2020 deverá ter sua moagem antecipada, com o favorecimento do clima por conta das chuvas e os prêmios do etanol. Os prêmios do etanol, no mercado físico, devem ficar entre 30% e 40% dos pagos para o açúcar. E a sustentação do preço do açúcar deve ceder a praga indiana, que estava castigando as lavouras por lá e segurar a redução que foi anunciada mais cedo, o que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos vê como uma boa chance, inclusive, de dar suporte à esses preços e além de tudo, veremos com dificuldade uma reversão para o déficit global de açúcar como tem sido anunciado por umas casa mundiais de análise.”
LOC.: E tá sobrando leite no mercado e isso está afetando os produtores. Carla, explique para nossos ouvintes o que está acontecendo com esse setor.
TEC/SONORA: Carla Mendes
“O preço dos derivados lácteos permaneceram em queda em outubro, pressionados pela elevada oferta da matéria prima e também pelo consumo mais enfraquecido neste momento. Entre o período de 28 de outubro a 1 de novembro, o preço do leite UHT teve média de R$2,33 por litro. Isso é 3,47% menor do que o da semana anterior. No mesmo compasso, o preço do queijo muçarela, por exemplo, recuou 1,63% na mesma comparação para uma média de R$ 17,94 por quilo na última semana de outubro.”
LOC.: Carla, um dos nossos vizinhos, desta vez o Paraguai, está querendo aplicar um imposto nas exportações de soja. E quem pé está essa situação?
TEC/SONORA: Carla Mendes
“É uma situação bem semelhante ao que acontece na Argentina com as chamadas retenciones, que são aquelas taxas cobradas nas exportações de soja. E no Paraguai, ainda este mês, a Câmara dos Senadores deve analisar um projeto de lei que pretende aplicar um imposto de 10% sobre a exportação do grão de soja em seu estado natural. A moção foi apresentada por um senador e depois de um breve debate, 27 senadores votaram a favor dessa proposta. A normativa para aplicar um imposto sobre a soja já foi aprovada em 22 de julho do ano passado, mas o seu tratamento em particular foi prorrogado desde então. O projeto tem gerado bastante polêmica com posicionamentos favoráveis e contrários. Especialistas afirmaram que o imposto pode prejudicar os produtores, como temos no exemplo da Argentina. A notícia boa é que, por outro lado, o projeto de lei não afeta as exportações de milho nem de trigo.”
LOC.: Perfeito, Carla. Gostaria de agradecer mais uma vez pela sua participação. Muito obrigado e até a próxima.
TEC/SONORA: Carla Mendes
“Eu que agradeço, Raphael. Até a próxima”
LOC.: Esse foi mais um Boletim Agro. Muito obrigado pela audiência!
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