Agronegócios·18 de fevereiro de 2019

BOLETIM AGRO: Demanda alta e vendas retraídas elevam preço do milho

Segundo o Cepea, entre os dias oito e quinze de fevereiro, o grão teve alta de 2,8%, sendo vendido, em média, por R$ 41,10 por saca de 60 quilos

Por Raphael CostaO repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.
Áudio · 00:03:17
Ouvir áudio · 00:03:17Copiar texto

Olá, meu nome é Raphael Costa e este é mais Boletim Agro, um resumo das principais notícias do agronegócio.

Com uma previsão de estoques menores em um futuro próximo, os compradores de milho estão retomando as negociações. Entidades como a Conab, por exemplo, divulgaram números que mostram uma queda na safra de milho neste verão. Quem vai nos detalhar o que isso está causando no mercado e comentar sobre outras questões é a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas. Bem-vinda, Carla.

“Muito obrigada, Raphael. É um cenário importante para o preço do milho, porque temos uma demanda interna aquecida, principalmente. As exportações andam bem, mas internamente a demanda segue mais firme, tem ajudado a manter os preços em alta, bem como os vendedores mais retraídos, diante dessa busca maior, na expectativa de preços mais elevados. Segundo o Cepea, nós tivemos entre os dias oito e quinze de fevereiro, o indicador Esalq/BMF/Bovespa com base em Campinas, uma alta de 2,8%, o que levou o indicador a fechar com R$ 41,10 por saca de 60 quilos. Se fizermos o acumulado do mês de fevereiro, o cereal tem uma alta acumulada de 4,5%.”

E o início desta semana está marcada pela atividade de uma gigante do agronegócio. A JBS fez o primeiro pedido por um carregamento de milho importado. A encomenda seria utilizada como ração em unidades de processamento de carne em Santa Catarina. O que esse pedido representa, Carla?

“Acaba chamando atenção porque temos um volume considerável nos estoque do Brasil neste momento, mas essa acabou se tornando uma prática bastante comum. Principalmente pela proximidade entre Santa Catarina com os países que devem ser a origem desses produtos: Paraguai e Argentina. Para muitas situações, períodos específicos, nós vemos que por conta da logística, compensa mais para o estado de SC trazer milho importado desses países que eu citei. Por isso, vemos a JBS importar um volume considerável de milho no início desta semana. Segundo a agência de notícias Reuters, a JBS está programada para importar inicialmente cerca de 30 mil toneladas da Argentina. Outros carregamento também estão sendo considerados.”

Perfeito, Carla. Obrigado pelas informações, até a próxima.

“Eu que agradeço, até a próxima. Aos ouvintes que quiserem saber mais, acessem noticiasagricolas.com.br ”

Esse foi mais um Boletim Agro, muito obrigado a todos.
 

Áudio
Áudio
Áudio

Esse foi mais um Boletim Agro, muito obrigado a todos.

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.