TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Olha, por enquanto não. Os próximos passos do mercado da soja deverão começar a ser definidos a partir do final deste mês e início de dezembro quando os presidente da China e dos Estados Unidos voltam a se encontrar na próxima reunião do G20. Com isso, eles podem ou não firmar o acordo sobre a taxação sobre a soja americana, que é imposta pela China, de 25%, e que mudou a estrutura de comercialização do mercado global de soja. A China não compra mais soja dos Estados Unidos desde meados de maio, e agora tem como maior fonte fornecedora o Brasil. Caso eles firmem o acordo, a China ainda terá olhos para o mercado do Brasil, isso é inevitável. Caso o acordo não seja firmado, as compras da China no Brasil devem ser ainda maiores. Em resumo, o que podemos dizer? É que a China vai comprar menos soja de um modo geral no ano que vem, mas o que ela for comprar, seja na totalidade ou em grande parte, será aqui no mercado brasileiro. As perspectivas para a soja brasileira são bem positivas até o momento.”
LOC.: E por falar em relação comercial, a União Europeia voltou a criticar o controle sanitário do Brasil. Quais foram as reclamações feitas pelo bloco europeu aos produtos brasileiros desta vez, Carla?
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Uma auditoria feita pelos técnicos do bloco europeu no que se refere as carnes: bovina, de frango, de cavalo, peixes e mel indicou algumas falhas nos controles nacionais. Desde a eclosão do escândalo da operação ‘Carne Fraca’, da Polícia Federal, que marcou o nosso mercado de carnes de forma severa, a Europa voltou a implementar um controle rigoroso para a entrada de produtos brasileiros na União Europeia. Progressivamente, as fazendas estão sendo recolocadas em uma lista de estabelecimentos autorizados a exportar para o bloco. Nós temos um número crescente de fazendas nesta lista. Mas algumas reclamações foram feitas, isso inclui condições de abate, resíduos encontrados nas carnes, monitoramento do uso dos remédios em animais. Então, todos esses detalhes, principalmente no trato dos animais e nas condições de abate, estão entre esses controles mais rigorosos. Essas inspeções, que mostram esses resultados agora, ocorreram entre maio e o inicio de junho deste ano, mas só agora os informes estão sendo publicados pela direção de saúde da União Europeia.”
LOC.: E uma iniciativa da Associação Brasileira do Agronegócio premiou as escolas que adotaram o programa “Agronegócio na Escola”, correto, Carla? Conta mais para gente sobre a iniciativa e a premiação.
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Exato. 238 mil alunos conheceram o agronegócio de perto com esse programa da ABAG de Ribeirão Preto. Ela realizou nesta semana a premiação dos alunos e dos professores que fazem parte desse programa educacional. Os participantes do projeto tiveram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre o setor e de perceber que o agro está presente nos conteúdos escolares de diferentes áreas do conhecimento. Então, eles puderam fazer essa relação mais próxima do seu dia-a-dia com as atividades do campo. Isso é de extrema importância para mostrar para as futuras gerações qual o papel do agronegócio e que não criem um juízo de valor preconceituosos com o campo. Ao longo dos 18 anos, mais de 3 mil professores passaram pelo sistema. Uma iniciativa muito boa para unir o mundo urbano e rural.”
LOC.: Perfeito, Carla, gostaria de agradecer mais uma vez a sua participação, até a próxima.
TEC/SONORA.: Carla Mendes
“Obrigado Raphael, até a próxima.”
LOC.: Esse foi mais um Boletim Agro, muito obrigado à todos.
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