Olá, meu nome é Raphael Costa e este é mais um Boletim Agro, um resumo das principais notícias do agronegócio. E logo no terceiro dia de 2019, um movimento importante na economia mundial, e de muito interesse para o agronegócio. Segundo informações, os chineses começaram o ano comprando soja dos Estados Unidos. A ação é analisada com cautela, pois dá sinais de que o acordo estabelecido entre Trump e Xin Jinping se mantêm, em que os dois concordaram em cessar a guerra comercial entre os países, apesar de não estabelecerem regras menos protecionistas das duas partes. Quem vai comentar sobre esse e outros assuntos pra nós e a jornalista do Notícias Agrícolas, Carla Mendes. Bem vinda, Carla.
“De fato, Raphael. Todo esse acordo entre China e Estados Unidos poderia estar mais próximo, depois da prévia firmada após a reunião do G20, em dezembro, agora a situação parece mais amena. A proximidade do acordo parece mais clara, por isso, as especulações de que a China estaria comprando soja do mercado norte-americano. Isso trouxe animação para o mercado em Chicago. Nós ainda temos especulações, porque apesar disso, o governo de Donald Trump está paralisado nos EUA, em partes, então não há confirmação dessa compra por órgãos do governo americano. Aqui para o Brasil o impacto ainda é limitado, uma vez que temos uma boa demanda pela soja brasileira, mas nossos prêmios estão pressionados. O dólar, com a posse de Jair Bolsonaro, as especulações atingem o mercado financeiro e o dólar passa a recuar de forma mais significativa. Então muita atenção, porque o ano será de volatilidade para a formação do preço da soja.”
Falando ainda sobre a soja, mas dessa vez sobre a situação da produção em nosso país, prejuízo em algumas regiões do Paraná. Carla, quais regiões são essas e o que está causando o prejuízo.
“As regiões mais afetadas, por conta de adversidades climáticas, são as regiões Oeste e Sul do estado. Faltam chuvas em um momento determinante do desenvolvimento da soja. Em algumas regiões do estado, as colheitas foram adiantadas em cerca de 20 a 30 dias, porque o ciclo por conta do calor intenso e falta de umidade adiantou, então temos lavouras chegando à um processo de maturação forçada, e com isso, a produtividade é muito menor. Então, esses prejuízos são principalmente de produtividade. Nós temos um potencial bem mais baixo do que foi inicialmente projetado, isso por conta dessa questão climática. Poucas chuvas e calor intenso.”
Perfeito, Carla. Obrigado pelas informações, até a próxima.
“Eu que agradeço, até a próxima”
Esse foi mais um Boletim Agro, muito obrigado a todos.
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