Olá, meu nome é Raphael Costa e apresentamos hoje mais um Boletim Agro. Para destacar os principais assuntos que movimentam o agronegócio nesta segunda-feira (29), convido a jornalista do Notícias Agrícolas, Carla Mendes. Olá, Carla!
“Olá Raphael, olá ouvintes.”
O Brasil escolheu neste fim de semana seu novo presidente. A partir do ano que vem, Jair Bolsonaro ocupará a cadeira no Palácio do Planalto. O militar recebeu apoio de figuras importantes do agronegócio durante a campanha. O que esperar para o setor nesses próximos quatro anos, Carla?
“O setor está bem animado com a vitória de Jair Bolsonaro, que foi o candidato escolhido pelo agronegócio desde o início da campanha presidencial. É claro que agora além da animação, a ansiedade também acompanha, outro sentimento que vai marcar o início de 2019, quando Jair Bolsonaro ocupar a cadeira da Presidência da República. O setor espera uma série de desburocratização de algumas questões, como a demarcação de terras indígenas, quilombolas. Vai ficar muito atento à questão tributária, todo o futuro do Funrural... Enfim, uma série de burocracias que o setor tem que cumprir. E uma outra espera um outro comportamento, uma outra vertente para ajudar no agronegócio brasileiro. Hoje eu ouvi uma análise bastante interessante de um especialista em agronegócio que disse que nesse momento espera-se do Brasil seja do tamanho do agronegócio e que o agronegócio seja tão grande quanto o Brasil. Acho que, realmente, essa é a esperança do setor. Que o progresso venha, enfim, com a chegada de um candidato que promete uma agenda econômica mais liberal e possa ampliar nossas relações internacionais, aumentando nossa participação no mercado com os produtos agrícolas, mas principalmente, além da nossa matéria-prima agrícola que sai aqui do Brasil, que a gente possa ampliar o nosso alcance com nossos produtos de valor agregado. Então, as expectativas do agronegócio são as melhores com a eleição de Jair Bolsonaro.”
Já falando do mercado, a grande produção de milho pode causar uma queda no preço do produto para o ano que vem?
“Pode sim. Com a oferta maior que a demanda, os preços do milho tendem ficar menores em 2019 no mercado brasileiro. Esse novo patamar mais baixo também poderia, por outro lado, atrair os consumidores para o grão brasileiro e aumentar as nossas exportações. Mas nesse momento, além da pressão prevista para o ano que vem, a questão de um ritmo mais lento das nossas vendas também mantêm as cotações pressionadas e essa deve ser a tendência esperada, segundo especialistas, para o próximo ano.”
E os produtores do biodiesel estão aguardando uma decisão que pode sair ainda esse mês? Explica pra gente do que se trata, Carla.
"O setor do biodiesel espera a autorização para o aumento do biodiesel no óleo diesel para 11%, 1% a mais do que o percentual atual. A perspectiva é de que esse índice aumente para 15% até 2023. O que vai motivar o aumento da demanda e os preços também. Ainda de acordo com o setor produtivo, após a aprovação, o aumento da mistura pelo CNPE , que é o Conselho Nacional de Política Energética, a sanção do presidente Michel Temer seria imediata".
Perfeito, gostaria de agradecer sua participação mais uma vez Carla. Muito obrigado.
“Obrigado, desejo a todos uma boa semana”
Esse foi mais um Boletim Agro. Obrigado pela atenção e até a próxima.
#AGRO