Saúde·26 de fevereiro de 2019

BETIM (MG): Risco de epidemia de Dengue, Zika e Chikungunya preocupa moradores e agentes de saúde de Betim

Por Agência do Rádio
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A prefeitura de Betim está reforçando o combate ao mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. O levantamento do Índice Rápido do Aedes Aegypti, o LIRAa, aponta um Índice de Infestação Predial de 2,8%, o que deixa o município em estado de alerta. Apenas em 2019, a Secretaria Municipal de Saúde registrou mais de cinco mil notificações de Dengue. Mil e quinhentos casos foram confirmados. 


Agora, as ações de vigilância e combate foram intensificadas na cidade, em função do clima propício e do rompimento da barragem em Brumadinho. As autoridades de saúde advertem que o desequilíbrio ecológico e possíveis problemas no abastecimento da água causados pelo desastre possibilitam surtos das três doenças nas cidades de abrangência do rio Paraopeba. Quem dá mais detalhes é o diretor de Vigilância em Saúde de Betim, Nilvan Baeta.

“Nós sabemos que quando ocorre um crime ambiental, um acidente como esse que aconteceu, isso pode afetar diretamente o meio-ambiente e, automaticamente, a saúde da população. Porque nós sabemos que se a gente mexe no ecossistema, nas questões climáticas e no meio-ambiente, nós podemos ter uma desordem, e isso pode afetar diretamente a saúde da população.” 

A diretora de Vigilância Epidemiológica de Minas Gerais, Janaína Fonseca, alerta quais são as ações que a população deve realizar para evitar o aumento das doenças. 

“É muito importante que a população de Betim tome alguns cuidados relacionados à eliminação do foco de água parada, que é o que vai gerar a eliminação do mosquito no território e minimizar, diminuir os casos de Dengue, Zika e Chikungunya. Eliminar todos os criadouros, garrafas retornáveis, depósitos de água, calhas e pingadeiras, entulhos, sucatas de ferro velho. Qualquer foco de água parada pode gerar proliferação de mosquito Aedes”. 

A bióloga Fábia Ariane tem 30 anos e vive com a família no bairro Dom Bosco. Ela é uma das moradoras de Betim que já está cuidando para impedir a proliferação do mosquito e tem alertado familiares e vizinhos a tomar as precauções necessárias.

“É muito preocupante. São doenças que podem levar à óbito. Algumas doenças, como a Chikungunya, podem ocorrer a necessidade de reabilitação por um longo período. Então, é tudo muito impactante. A gente fica muito preocupado com a situação.”

Caso você tenha sintomas como febre alta, dores de cabeça e no corpo, fraqueza, coceira, manchas vermelhas na pele ou vômitos, procure ajuda. E não esqueça: não deixe o mosquito nascer. Para outras informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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Caso você tenha sintomas como febre alta, dores de cabeça e no corpo, fraqueza, coceira, manchas vermelhas na pele ou vômitos, procure ajuda. E não esqueça: não deixe o mosquito nascer. Para outras informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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