REPÓRTER: A aposentada Maria de Nazaré da Silva, 64 anos, participou do mutirão das Varas de Violência Doméstica e Familiar, no Fórum Criminal de Belém. Maria ingressou com uma ação após receber ameaças de dois irmãos, por conta da divisão de uma casa, que faz parte da herança da família. Eles foram afastados do local e estão sob medidas protetivas. Na audiência, as partes se manifestaram e a sentença deve sair em 30 dias. Maria ressalta que espera a decisão da Justiça.
SONORA: Aposentada Maria de Nazaré da Silva.
“A casa entre si, nós somos divididos em oito partes, já cada um tem seu espaço. Eu espero que ela resolva isso entre nós mesmos, porque eles vão voltar lá para casa. Eu espero que eles tenham consciência de viver a vida deles e a gente a nossa”.
REPÓRTER: O mutirão de violência doméstica vai analisar 309 processos, que envolvem crimes ocorridos no bairro do Guamá. O bairro foi escolhido pelo Judiciário já que possui o maior número de processos dessa natureza, atingindo 607. As três Varas de Violência Doméstica e Familiar de Belém também farão 160 audiências de instrução e julgamento, além de atos jurisdicionais como despachos, decisões e sentenças. O juiz da 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar, Otávio Albuquerque, comenta os benefícios da ação.
“O mutirão vem facilitar, porque como existem muitos processos e as audiências, às vezes, são longas, mas muitas das vezes são poucas, mas a pauta nossa está até janeiro de 2017 e esse mutirão faz com que a gente enxugue essa pauta nossa que está de janeiro e já antecipe muitas audiências. Então, isso acaba facilitando a celeridade processual”.
REPÓRTER: O mutirãodas Varas de Violência Doméstica e Familiar ocorre até 17 de junho, no Fórum Criminal de Belém, no bairro da Cidade Velha.
Reportagem, Thamyres Nicolau