REPÓRTER: A diretora Rosália Dias, da Escola Estadual Amílcar Tupiassú, no bairro da Terra Firme, acompanhou a apresentação do projeto “Judiciário na Escola: Unindo esforços no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher”. A escola foi escolhida para participar do projeto, que promoverá atividades em salas de aula sobre violência de gênero. Rosália fala sobre a relevância do projeto na escola.
SONORA: Diretora Rosália Dias.
“A gente enfrenta muitas situações de violência, não só contra a mulher, mas todo os outros tipos. Então, o Judiciário estando com a gente, fazendo essa parceria, não só nessa questão da violência contra a mulher, mas eles verificando e observando todas as situações, eles vão poder nos dar um apoio maior, uma base maior, nos orientar em relação à legislação vigente a respeito dessas situações, como a escola pode agir para orientar, para ajudar, para auxiliar na família, naquelas situações de violência”.
REPÓRTER: O projeto “Judiciário na Escola” é resultado de uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Pará e a Secretaria de Estado de Educação, que selecionaram 10 escolas de seis bairros de Belém, escolhidos em razão do alto índice de casos de violência contra a mulher, registrados de janeiro a dezembro de 2016, na Delegacia da Mulher. O projeto prevê a sensibilização do corpo docente das escolas, com palestras e cursos. Os alunos também farão atividades pedagógicas sobre o tema, com produção artística. Será criada ainda uma cartilha sobre violência de gênero para a conscientização da comunidade. A juíza auxiliar da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Judiciário, Reijjane de Oliveira, comenta a ação.
SONORA: Juíza auxiliar da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Judiciário, Reijjane de Oliveira.
“Levar o conhecimento e a discussão nas escolas sobre a questão da violência doméstica e familiar contra a mulher, porque essa violência se dá dentro dos lares. Os estudantes, crianças e adolescentes eles são vítimas também dessa violência, então, é importante que eles tenham consciência disso até para contribuir para que no futuro eles não repitam essa cultura de violência e é preciso que a comunidade escolar esteja toda envolvida, de junto com o Poder Judiciário fazer esse trabalho de educação mesmo, para uma cultura de paz, uma cultura de não violência”.
REPÓRTER: O projeto Judiciário na Escola está inserido na campanha Justiça pela Paz em Casa, do Conselho Nacional de Justiça. Inicialmente, o projeto abrangerá as escolas públicas estaduais Professora Graziela Moura Ribeiro e Santa Luzia, na Sacramenta; Justo Chermont e Salesiano do Trabalho, na Pedreira; Santos Dumont e Antônia Paes da Silva, no Guamá; Ruth Rosita de Nazaré Gonzalez e Amílcar Tupiassú, na Terra Firme; e Professor Camilo Salgado e Professora Placídia Cardoso, no Jurunas.
Reportagem, Thamyres Nicolau