Marina Oliveira, 42 anos, é muito cautelosa com a limpeza. Se dependesse dela e dos vizinhos que moram em frente à sua casa, não haveria chance de proliferação de focos do mosquito Aedes aegypti na cidade de Bauru. No entanto, a cozinheira e sua filha, Gabriele, de 8 anos, foram picadas e enfrentaram a doença por um mês. Ela desconfia da sujeira deixada pelos moradores dos fundos de sua residência. Eles não cuidam devidamente do quintal. Mesmo curada,
Marina sente até hoje dores nas articulações e relembra o quão sofrido foi a experiência.
"Horrível. Pensa que você não é dona do seu próprio corpo. Toma conta da sua cabeça, o corpo fica pesado, tudo dói, os olhos, a cabeça, o corpo, as juntas, parece que você apanhou, parece que te quebraram”.
Em 2019, Bauru registrou mais de 26 mil casos prováveis de dengue, enquanto em 2018 foram 241 casos. No caso da chikungunya, foram dois casos em 2019 e apenas um em 2018. Em relação à zika, não houve ocorrências nos últimos dois anos.
O último Boletim Epidemiológico municipal, divulgado no dia 6 de janeiro, apontou que o município registrou, em 2020, dois casos suspeitos de dengue, sem registro de zika e chikungunya no município.
Segundo a prefeitura de Bauru, as equipes da Vigilância Ambiental realizam, em janeiro, visitas domiciliares nas áreas noroeste e sul da cidade, definidas como prioritárias.
Nessas localidades, os agentes também fazem ações de bloqueio de criadouros em pontos como ferro velho, hospitais e borracharias, como explica o diretor da Vigilância Epidemiológica de Bauru, Ezequiel Santos.
"Nossos principais criadouros aqui em Bauru são os recicláveis, os potes de margarina e de manteiga, as garrafas retornáveis… pneu continua sendo um criadouro importante e os pontos estratégicos são os ferros-velhos. Na residência, a gente localiza o vaso de planta, os potinhos”.
No ano passado, os locais que estavam com maior número de infestação eram os bairros da região noroeste da cidade, como o Santa Edwiges, Nove de Julho, Nova Esperança, Dutra e Santa Cândida. Essas localidades possuem uma população muito carente e tinham mais criadouros. Foram retirados mais ou menos 600 toneladas de lixo. Agora, o bairro que está com mais casos e criadouros é o Mary Dota, na região norte.
Para diminuir o número de casos de infectados em 2020, Ezequiel pede que a população de Bauru tenha mais cuidado e não deixe materiais que possam contribuir para a proliferação do mosquito.
"Se cada um pensar só no seu umbigo e não fizer o trabalho em comunidade, essas epidemias só aumentarão e mais pessoas morrerão. Lembrando que em Bauru morreu 39 pessoas e isso não pode estar ocorrendo. Quando é gripe ou uma outra doença, todo mundo corre. Para dengue, é a mesma coisa: temos que correr e fazer nosso dever”.
A prefeitura de Bauru está elaborando edital para a contratação de 450 armadilhas para capturar ovos do Aedes aegypti. A previsão da Secretaria de Saúde é que de em março as armadilhas comecem a ser distribuídas em imóveis da cidade.
Se você tem alguma dúvida, quer solicitar a visita de agentes em sua casa ou fazer alguma reclamação, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica pelo número (14) 3103-8050. Repetindo: (14) 3103-8050.
E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.
A prefeitura de Bauru está elaborando edital para a contratação de 450 armadilhas para capturar ovos do Aedes aegypti. A previsão da Secretaria de Saúde é que de em março as armadilhas comecem a ser distribuídas em imóveis da cidade.
Se você tem alguma dúvida, quer solicitar a visita de agentes em sua casa ou fazer alguma reclamação, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica pelo número (14) 3103-8050. Repetindo: (14) 3103-8050.
E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde. Governo Federal. Pátria Amada, Brasil.