Saúde·10 de junho de 2020

Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas de Uberlândia tem queda de 26% no número de doadoras de leite materno este ano

Segundo a coordenadora da unidade, Marília Neves Santos, a redução é consequência da pandemia do novo coronavírus que, entre outros efeitos, causou medo nas mães que estão receosas em doar presencialmente

Por Felipe MouraFormado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.
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Caiu em 26% o número de doadoras que contribuem com leite materno para o Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital das Clínicas de Uberlândia. Este ano, a média mensal de mães que contribuem é de 79. No ano passado, eram cerca de 108 mulheres. 

Segundo a coordenadora da unidade, Marília Neves Santos, a redução é consequência da pandemia do novo coronavírus que, entre outros efeitos, causou medo nas mães que estão receosas em doar presencialmente. No entanto, o Banco de Leite Humano coleta o leite materno na residência das doadoras. Para doar, basta ligar no Disque Amamentação: (34) 3218-2666, e agendar o dia da coleta pela equipe de saúde da unidade. 

Dados do Ministério da Saúde apontam que houve queda de 5% no número de doadoras de leite materno no país, este ano. De acordo com o órgão, cerca de 330 mil bebês prematuros nascem por ano e grande parte deles precisam da doação do leite materno para ajudá-los a sobreviver. No entanto, a coleta anual só é suficiente para suprir a necessidade de 45% das crianças que necessitam. 

O leite materno é importante para todos os bebês, principalmente para os que nascem prematuros e/ou de baixo peso e estão internados em Unidade Neonatal e não podem ser amamentados pela própria mãe. A depender da criança, 1ml de leite materno já é o suficiente para nutri-lo a cada alimentação. Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, descreve a importância da substância para a saúde dos pequenos. 

“O leite materno traz inúmeros benefícios para a saúde da criança. Protege de infecções, diarreia e alergias. Diminui a chance da criança desenvolver diabetes tipo 2, colesterol alto, pressão alta e obesidade na vida adulta. Além de ser a única ação que isoladamente é capaz de reduzir a mortalidade infantil em até 13% por causas evitáveis.”

Vem de Belo Horizonte, a cerca de 500 quilômetros, o exemplo de Luiza Freire Vidigal, 33 anos. Após o nascimento do primeiro filho, Henrique, a engenheira procurou um Banco de Leite Humano na capital mineira para tirar dúvidas sobre amamentação. Lá, ela diz que foi muito bem atendida e que descobriu que poderia doar o excedente do seu leite para ajudar outros bebês. Agora, amamentando o segundo filho, Marcelo, Luiza continua doando e faz um apelo para que outras mulheres se juntem a ela nesse gesto de solidariedade. 

“Doação de leite materno não custa nada. É o seu leite que está sobrando. O pessoal do Banco de Leite Humano busca em casa. É super gratificante. Quem puder, vale muito a pena, pelo outro, por você.”

O BLH do Hospital de Clínicas de Uberlândia está localizado na Avenida Maranhão, nº 1.800, Umuarama. A equipe da unidade faz a coleta em domicílio, de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h. O atendimento presencial também está funcionando, mas só por agendamento. A medida ocorre para evitar aglomerações e risco à saúde das mulheres que querem tirar dúvidas sobre amamentação ou desejam doar no  Banco de Leite Humano da cidade. Para ser uma doadora, basta ligar para o número (34) 3218-2666. 

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 

LOC.: Caiu em 26% o número de doadoras que contribuem com leite materno para o Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital das Clínicas de Uberlândia. Este ano, a média mensal de mães que contribuem é de 79. No ano passado, eram cerca de 108 mulheres. 

Segundo a coordenadora da unidade, Marília Neves Santos, a redução é consequência da pandemia do novo coronavírus que, entre outros efeitos, causou medo nas mães que estão receosas em doar presencialmente. No entanto, o Banco de Leite Humano coleta o leite materno na residência das doadoras. Para doar, basta ligar no Disque Amamentação: (34) 3218-2666, e agendar o dia da coleta pela equipe de saúde da unidade. 

Dados do Ministério da Saúde apontam que houve queda de 5% no número de doadoras de leite materno no país, este ano. De acordo com o órgão, cerca de 330 mil bebês prematuros nascem por ano e grande parte deles precisam da doação do leite materno para ajudá-los a sobreviver. No entanto, a coleta anual só é suficiente para suprir a necessidade de 45% das crianças que necessitam. 

O leite materno é importante para todos os bebês, principalmente para os que nascem prematuros e/ou de baixo peso e estão internados em Unidade Neonatal e não podem ser amamentados pela própria mãe. A depender da criança, 1ml de leite materno já é o suficiente para nutri-lo a cada alimentação. Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, descreve a importância da substância para a saúde dos pequenos. 

TEC./SONORA: Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde

“O leite materno traz inúmeros benefícios para a saúde da criança. Protege de infecções, diarreia e alergias. Diminui a chance da criança desenvolver diabetes tipo 2, colesterol alto, pressão alta e obesidade na vida adulta. Além de ser a única ação que isoladamente é capaz de reduzir a mortalidade infantil em até 13% por causas evitáveis.”

LOC.: Vem de Belo Horizonte, a cerca de 500 quilômetros, o exemplo de Luiza Freire Vidigal, 33 anos. Após o nascimento do primeiro filho, Henrique, a engenheira procurou um Banco de Leite Humano na capital mineira para tirar dúvidas sobre amamentação. Lá, ela diz que foi muito bem atendida e que descobriu que poderia doar o excedente do seu leite para ajudar outros bebês. Agora, amamentando o segundo filho, Marcelo, Luiza continua doando e faz um apelo para que outras mulheres se juntem a ela nesse gesto de solidariedade. 

TEC./SONORA: Luiza Freitas Vidigal, mãe

“Doação de leite materno não custa nada. É o seu leite que está sobrando. O pessoal do Banco de Leite Humano busca em casa. É super gratificante. Quem puder, vale muito a pena, pelo outro, por você.”

LOC.: O BLH do Hospital de Clínicas de Uberlândia está localizado na Avenida Maranhão, nº 1.800, Umuarama. A equipe da unidade faz a coleta em domicílio, de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h. O atendimento presencial também está funcionando, mas só por agendamento. A medida ocorre para evitar aglomerações e risco à saúde das mulheres que querem tirar dúvidas sobre amamentação ou desejam doar no  Banco de Leite Humano da cidade. Para ser uma doadora, basta ligar para o número (34) 3218-2666. 

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 
 

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Sobre a repórter

Felipe Moura

Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.