O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) oficializou a candidatura do ex-ministro e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à presidência da República. A convenção nacional do partido ocorreu nesta quinta-feira (2), em Brasília, e contou com a presença de aproximadamente mil pessoas.
Com 85% dos votos, o emedebista recebeu apoio dos representantes de São Paulo. Líder da bancada do MDB na Câmara, o deputado federal Baleia Rossi, foi um dos 357 votos favoráveis à participação do ex-ministro na disputa ao Planalto.
Natural de São Vicente e participante ativo de projetos na Câmara dos Deputados, Baleia Rossi, em seu discurso durante a convenção, relembrou toda a trajetória exemplar de Meirelles durante o governo Temer.
“Colocou o país nos trilhos, com coragem, com trabalho, com uma pauta não populista, pensando no Brasil. Baixou a inflação, reduziu os juros, e devolveu ao brasileiro a esperança de dias melhores. O homem de bem, o homem trabalhador, que tem tudo para ser um grande presidente da República”.
Em discurso durante a convenção do MDB, Meirelles falou de algumas de suas proposta de governo e, sem citar, nomes criticou posturas dos concorrentes na disputa ao Planalto.
"A minha candidatura tem um objetivo principal: resgatar o espírito de confiança no Brasil. Eu pergunto como e quem deve e tem condições e a capacidade para resgatar a confiança do país. O Brasil precisa de um messias, que veste-se com uniforme de salvador da pátria? Não. Nem de um líder destemperado, tratando o país como se fosse seu latifúndio. E nem eternos candidatos a presidente. Essas ofertas que os eleitores têm hoje só aumentam a desconfiança no Brasil e nas instituições."
A candidatura de Meirelles é a primeira do MDB desde 1994, quando o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia disputou sem sucesso a corrida presidencial.
O presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá, afirmou que o nome para vice na chapa ainda não foi definido, mas garantiu que até segunda-feira (6), data limite estabelecida pelo TSE, a indicação será divulgada. O próprio Meirelles admitiu que pode haver uma chapa "puro sangue".
Com a colaboração de Andressa Ribeiro, reportagem Juliana Gonçalves